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Resenha: Keane em Santiago/Chile, por Gabriela Chaytor

Esta é a segunda resenha da fã Gabriela Chaytor, que esteve no show do Keane no Teatro La Cupula, em Santiago. O show aconteceu dia 08 de abril, como um dos sideshows da versão chilena do Lollapalooza. Ela também comenta sobre problemas de infraestrutura local, que poderia ter sido melhor.

Aqui estou novamente, desta vez para reportar sobre o show do Chile de segunda-feira.

Chegamos (meu marido e eu) ao Parque O’Higgins às 9 e qualquer coisa. O Teatro La Cúpula ficava há alguns minutos de caminhada da entrada. Ao chegar na fila, vi que os primeiros lugares eram brasileiras, argentinas e alguns poucos chilenos. Adorei! O Teatro é BEM pequeno. Tinha ouvido falar que seriam apenas uns mil ingressos vendidos e acho que não cabia mais gente que isso mesmo.

Ver sua banda preferida num show praticamente intimista é fantástico. Proximidade total, palco baixo, pouco espaço entre o público e a banda. O palco era pequeno, então estavam todos bem próximos. Fiquei na grade, na frente do Tim, pois já tinha ficado em frente ao Jesse nos dois últimos shows. Eis que Keane adentra o palco e Mr. Tim Rice-Oxley está sem barba!! Emoção total rs. Logo começa o show com You Are Young, como de costume. O público grita, Tom sorri e já começa a pedir mais barulho. Arrisca suas palavrinhas em espanhol, lidas do ‘cheat sheet’ que ele tem colado ao lado do setlist rs.

Quando Tom sentou-se ao piano, com a bandeira do Chile, começou a falar sobre o livro que ganharam do fã clube com depoimentos sobre o album preferido de cada um dos membros. Em seguida esclareceu que era o álbum do Keane preferido. Todos caíram na risada e Tom soltou uma piadinha sobre não ser o álbum do Coldplay preferido, fazendo uma careta rs. Depois disse que muitos indicaram Under The Iron Sea como preferido e que iriam então tocar uma música deste album. Mas aí ficou confuso e perguntou para os outros se Hamburg Song era do UTIS mesmo. Mais um momento de muita risada e Tom sequer conseguia cantar direito depois de tanto rir. Fofo!!!

Desde o começo do show eu estava com um cartaz na mão com uma mensagem dizendo “Tom, where’s my arm porn?”. Isso porque no único show que eu não fui, ele usou mangas curtas. E antes de tocar Spiralling, ele percebeu o cartaz e o leu. Aí deu risada e me disse que eu estava no local perfeito para ter um pouco de ‘Tim arm porn” rs. Tim, neste momento, estava de pé na minha frente, pronto para tocar Spiralling no outro teclado. Nem preciso dizer que foi o ponto alto do show para mim, certo? Um pouco depois, ele veio em minha direção e parou na minha frente, lendo o cartaz novamente. Deu até para ver ele dando uma risadinha.

O set continua muito parecido com o do Brasil. Porém, dessa vez, teve Neon River! Adorei! Amo demais essa música e senti falta dela no setlist dos outros shows, apesar de que não tiraria nenhuma música de lá para colocar essa no lugar. Neste show, ficaram de fora She Has No Time, Perfect Symmetry e My Shadow.

Para mim, foi um show especial. Tive o privilégio de vê-los em um show intimista, quase, Tom falou comigo do palco, tocaram uma música que eu não tinha visto ao vivo ainda. O ponto fraco era o som, novamente. Em alguns momentos a voz do Tom ficava até estranha. Mas fora isso, eles estavam todos bem animados e interagindo muito com o público. Richard ainda doentinho, sem cantar os backing vocals, mas já parecia um pouquinho melhor.

Este também foi o fim da minha jornada com o Keane pela América do Sul. Só tinha mais uma surpresinha que eu não esperava: pegamos o mesmo vôo para a Argentina também! Felicidade demais ao chegar ao portão de embarque e encontrar Maria, argentina que conheci na fila, toda alegre porque tinha acabado de falar com o Tim e sabia que estávamos no mesmo vôo! Depois vimos Richard comprando um sanduíche, demos um tchauzinho e ele acenou de volta. Eu havia prometido não incomodar mais ninguém no bilhetinho que enviei ao Jesse pedindo os autógrafos no vôo de Lima, portanto me comportei e não importunei o Richard. Logo depois todos vieram para o portão de embarque, algumas meninas tiraram fotos com eles. Eu só dei um oi para o Jesse, que na noite anterior tinha dado uma resposta bem engraçada ao meu tweet sobre o tal ‘arm porn’, e fiquei admirando o Tom. Quando chegamos em Buenos Aires, tivemos que pegar o ônibus para o terminal e, mais uma vez, lá estava a banda. Passamos na imigração juntos, Tim na minha frente. Meu marido e eu batemos um papo longo com ele de novo, enquanto esperávamos nossa vez. Principalmente, meu marido, porque eu estava ocupada olhando o Tom de novo rs. Depois ele, Tom, parou no guichê ao lado do meu e dei uma última olhadinha antes de ele ir embora. Ao sair, meu marido perguntou se ele precisava do ‘cheat sheet’ de espanhol, ele riu e concordou e se foi.

Foto: Gabriela Chaytor

Foto: Gabriela Chaytor

E assim acabou minha turnê com o Keane. Foi incrível, nunca me esquecerei de tudo o que aconteceu. Ficar próxima assim de quem você admira demais é fantástico. Mal posso esperar pela próxima tour.

Alguns problemas com a infrastrutura foram relatados pela Gabriela: problema para a retirada dos ingressos comprados pela internet que foram liberados poucos instantes antes dos portões serem abertos e outros problemas locais como instalações, etc que são pontos negativos para o local, porém compensados durante o show.

Veredito: Keane é maravilhoso em qualquer lugar do mundo! Cada show teve algo especial para mim: show no Brasil é outra coisa, interação única com a banda, eles gostam mesmo de tocar lá, foi o primeiro do Keane em que fiquei na grade; no Peru, consegui a baqueta do Richard e ainda tive uma piadinha interna com o Jesse (mandei um tweet sobre ficar com o ‘stick’ dele, mesmo que fosse pequeno e depois fiz um cartaz pedindo para ele, que ele riu muito ao ver); no Chile, Tom falou comigo do palco e riu do meu cartaz. Então, se tiver a chance de vê-los em qualquer lugar, vá! Vale a pena.

Mais uma vez, nossos agradecimentos à Gabriela!


Resenha: Keane em Lima/Peru, por Gabriela Chaytor

Na última sexta-feira, 05 de abril, a fã brasileira Gabriela Chaytor esteve no show do Keane no Parque de la Exposición, em Lima, Peru. Leia abaixo o relato dela sobre a primeira vez em que a banda tocou no país:

Sou uma grande fã de Keane e decidi que nestas férias iria vê-los tocar não só no Brasil, mas também no Peru e no Chile.

Após ver o show de São Paulo na quarta-feira, embarquei para Lima na quinta de manhã. Já tinha estado na cidade a trabalho, mas conheci muito pouco. O show de Lima foi no Parque de la Exposición, bem no Centrão da cidade. Um parque bonito, mas meio mal cuidado. Mas o que mais me impressionou foi a bagunça da fila ao chegar lá.

Cheguei por volta das 11h00 e a fila já estava longa. A pista era dividida em 3 setores: Campos A, B e C. O Campo A era equivalente à nossa Pista Premium. Porém havia uma fila única para todos os setores e dentro do parque estavam as 3 entradas separadas. Achei desorganizado, estamos acostumados com filas separadas por aqui. Também tive problemas com gente furando fila! Tive até que chamar a segurança para tirar duas meninas da fila. Eu entendo a excitação, já que é a primeira vez que o Keane toca no Peru, mas furar fila já é demais! No fim, deu tudo certo com a fila e consegui ficar na grade, em frente ao Jesse.

O show foi excelente! Banda animada e público também. Claro que não é igual ao clima do Brasil, afinal, nós temos até mesmo a honra de ter a primeira música de Strangeland composta em solo brasileiro. Mas eles foram simpáticos como sempre, interagiram, Tom colocou um dos chapéus típicos que jogaram para ele e se enrolou na bandeira peruana. Mas tirou o chapéu logo, pois ia tocar Hamburg Song e disse que era uma música muito triste para tocar usando aquele chapéu. Também contou uma história de que o Peru foi o primeiro lugar em que as músicas deles tocaram no rádio. As caras do Jesse e do Tim neste momento foram impagáveis. Além disso, o público era meio afobado e cantava fora de sintonia. Tom disse que apesar disso, pelo menos eles eram barulhentos rs. Setlist exatamente igual ao do Brasil. Mas o público só cantava os refrões da maior parte das músicas. Apenas aquelas mais famosas eram cantadas do começo ao fim. Achei o som do Credicard Hall melhor, mas isso é normal. Shows abertos costumam ter som pior mesmo. Quem já foi à Arena Anhembi sabe bem o que é isso.

Momento engraçado: a banda de abertura trouxe uma dançarina usando um vestido bem curtinho para o palco em determinado momento e Tim saiu para dar uma olhadinha. Safadinho rs!

Momento fofo: Richard me viu com o cartaz que eu tinha feito em São Paulo pedindo sua baqueta. Em São Paulo ele jogou para mim, mas caiu no chão e o segurança deu para outra menina. Desta vez ele jogou e caiu no chão de novo, mas pelo menos o segurança deu uma para mim. Outro segurança pegou a outra baqueta e guardou no bolso. Achei a maior sacanagem, ele provavelmente vendeu para alguém.

Bom, foi maravilhoso ver Keane duas vezes em 3 dias! Impossível descrever a emoção. E a cereja no bolo foi pegar o mesmo vôo que eles para o Chile. Antes de embarcar, meu marido e eu conseguimos falar com Tim e Tom e eu tirei fotos com ambos. Na esteira de bagagem, já em Santiago, encontramos todos novamente. Tirei uma foto com Jesse, falamos um pouquinho com o Tom e batemos papo por um bom tempo com o Tim, que foi fofíssimo! Infelizmente, o Richard está bem doente e não queria conversar com ninguém. Mas não posso reclamar, eles foram todos fantásticos! Até consegui que me dessem seus autógrafos passando um bilhetinho por um comissário de bordo para eles na Executiva durante o vôo!

Agora estou em Santiago. Não irei ao Lollapalooza, estou muito velha para festivais, mas estarei no SideShow na segunda-feira. Mando mais notícias na semana que vem.

Abraços,

Gabi Chaytor
@gabichaytor

Obrigada pelas palavras, Gabriela!


Resultado do Concurso Cultural RELÂMPAGO – MEET & GREET com o Keane – Keane Brasil e Universal Music Brasil

Imaginem a loucura de fazer um concurso cultural nos 45 minutos do segundo tempo?

Ficamos muito felizes com a participação de todos vocês, queremos agradecer novamente ao grande apoio que todos vocês nos dão!

Foram 83 mensagens que recebemos, algumas ultrapassaram o limite de caracteres e infelizmente foram desclassificadas do nosso concurso. 🙁

Por outro lado foram muitas frases que gostamos, muitas cidades que nem sabíamos da existência que nos deixou curiosas para conhecer.

Agora chega de firulas para anunciarmos a grande vencedora do nosso concurso!

A frase vencedora é da NATHÁRA VIEIRA GONZAGA, parabéns pela criatividade! A Pauliceia Desvairada te aguarda amanhã com o Keane!

Parabéns, Nathara!

Parabéns, Nathara!



VENCEDORAS DA PROMOÇÃO KEANE BRASIL E TIME 4 FUN

Abaixo as duas ganhadoras dos ingressos pista comum para o show do Keane no dia 03 de abril em São Paulo.

Ganhadora do sorteio no Facebook: Andressa Manoelle Bonetto

Ganhadora do sorteio no Twitter: @tathi_n – http://beta.sorteie.me/r/IXx

Entrem em contato conosco através do email keanebrasil @ gmail . com (sem os espaços), enviando no corpo da mensagem:

Nome completo:
Data de nascimento:
Telefone para contato:
Carteira de Identidade – R.G.:

resultado

Parabéns!



KEANE NO BRASIL! – Dia 03 de Abril!!!

Isso mesmo! \o/

A banda mais querida por nós confirmou sua passagem no Brasil! Quem nos acompanha no Facebook soube em primeira mão que a banda confirmou uma data em São Paulo.

O show será no dia 03 de abril de 2013, para iniciar a tour Sulamericana em São Paulo no Credicard Hall.

Ainda não há data confirmada no Rio de Janeiro ou outra cidade brasileira.

[ Informações sobre o show em São Paulo ]

Fonte: T4F – Time For Fun – http://www.t4f.com.br/agenda?task=3&cid=446

INÍCIO DAS VENDAS

18 a 24 de FEVEREIRO – pré-venda exclusiva para clientes dos cartões Citi, Credicard e Diners.

25 de fevereiro – venda para o público em geral.

Ingressos:

VALORES DE INGRESSOS
NORMAL___ ½ ENTRADA
CAMAROTE I R$ 400 ____  R$ 200
CAMAROTE II R$ 350 ____ R$ 175
PISTA PREMIUM R$ 350 ____ R$ 175
PISTA R$ 180 ____ R$ 90

Data: 03 de abril de 2013 – QUARTA-FEIRA

Horário: 21h30

Local: Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro.

Capacidade: 5.292 pessoas

Duração: aproximadamente 1h30

Classificação etária: 12 e 13 anos: permitida a entrada (acompanhados).

14 anos em diante: desacompanhados.

Acesso para deficientes

Central de Vendas Tickets For Fun: 4003-5588

Meio de Pagamento Preferencial: Credicard

Copatrocínio: Honda, Budweiser e Wise Up

Seguradora Oficial: Allianz

– Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário: no ato da compra e entrada do evento (para compras na bilheteria oficial e pontos de venda físicos) / na entrada do evento (para compras via internet ou telefone).


FANBOOK – KEANE BRASIL

Em 2013 vamos fazer uma homenagem ao Keane (e das grandes!!!) e sua participação vai fazer toda a diferença!

Nós do Keane Brasil vamos organizar um FanBook para entregar para a banda na sua visita ao país.

Nossa ideia inicial foi com o Fanbook que a nossa amiga Zoe, do Keane UK, desenvolveu esse ano e com autorização dela vamos preparar um FANBOOK KEANE BRASIL para entregar no dia do show que virá por aí (sabe lá deus quando em abril).

O trabalho é totalmente colaborativo e aberto! Caso você participe de outros fãs clubes, more em outro país, fique à vontade para demonstrar sua mensagem de carinho! 🙂

Antes de enviar sua mensagem, por favor leia o questionário abaixo para esclarecermos algumas dúvidas.

MAS ESPERA, ME EXPLICA O QUE É UM FANBOOK?

Um fanbook é um livro com mensagens, fotografias, desenhos, enfim, a sua história com o Keane. É um trabalho 100% colaborativo.

O QUE EU PRECISO FAZER?

Você precisa mandar sua mensagem, fotografias com a banda, desenhos, design, tipografia, etc. De preferência que caiba em UMA folha A4 (essas folhas sulfite normais), mas é negociável. 🙂

Pedimos gentilmente que as mensagens sejam enviadas em inglês. Infelizmente não temos tempo para traduzir as mensagens, o que importa é a intenção de você demonstrar o quanto você gosta da banda. 🙂

PELO O AMOR DOS SEUS CDs!!! Lembrem-se de colocar seus nomes e a cidade que vocês moram!!!

ATÉ QUANDO?

Até o dia 1º de Fevereiro de 2013, impreterivelmente!!! Para que possamos imprimir, mandar para a gráfica e deixar tudo bonitinho!

E VOCÊS ENTREGARÃO ONDE?

O mais provável é que seja no show de São Paulo.

PARA ONDE EU MANDO?

Os envios serão recebidos somente através de e-mail, para o endereço: keanebrasilfanbook@gmail.com

EM QUAL FORMATO?

Preferencialmente em extensões *.DOC ou *.PDF.

VOU TER QUE DAR ALGUM DINHEIRO?

Não, não será cobrado absolutamente nada de você! (Ouvi um “Oba”?)

TEM QUE SER DO FÃ CLUBE DO KEANE BRASIL PARA COLABORAR?

Não!!! O Fanbook Keane Brasil é aberto a todos!!! A mensagem que você enviará é pessoal ou do seu grupo de amigos que também gostam de Keane. Quanto mais gente, melhor!!! #VEMGENTE

Mais dúvidas ou sugestões?
Criamos um grupo no Facebook! Participe! https://www.facebook.com/groups/488302111192699/


Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley falam à Q sobre Disconnected

Tom Chaplin e Tim Rice-Oxley foram entrevistados pela revista Q sobre o prêmio de Melhor Vídeo que ganharam com Disconnected em outubro, eleito pelos leitores da revista. A entrevista sairá na edição de janeiro, e a tradução você confere aqui:

Melhor vídeo: Keane, Disconnected

Ter fãs que fizeram “um dos melhores filmes de terror de todos os tempos” é útil, diz a modesta banda.

Parabéns pelo triunfo. É um vídeo bem cinemático.
Tom Chaplin:
É feito por diretores de cinema de verdade [Juan Antonio Bayona e Sergio G Sanchez], então esperamos que sim. Não podemos nos creditar muito disso porque foi um tipo de trabalho de amor da parte deles. Nós só demos a canção a eles e eles tiveram essa ideia inacreditável. Foi agradável estar associado a eles, mesmo.

Do que vocês gostaram no processo?
Tim Rice-Oxley:
Bem, primeiro suspeitamos que seria bom quando eles apareceram tendo feito um dos melhores filmes de terror de todos os tempos em O Orfanato. Eles são fãs da banda, só queriam fazer alguma coisa — nem sabiam que canção queriam fazer. Foi sorte termos essa canção Disconnected, que tem algumas imagens assustadoras nele e se fundiu muito bem com que eles fazem.

Quem deveria ganhar um Q Award?
TC:
Das pessoas aqui hoje, estou um pouco decepcionado pelo Alt+J não ter ganho o Artista Revelação. Somos fãs do Alt+J de verdade.

Sua canção Sovereign Light Café tem o mesmo nome da cafeteria à beira-mar em Bexhill-on-Sea. Qual é o seu item favorito do cardápio?
TC:
Alguém nos disse que eles têm salsichas muito melhores desde que a canção foi lançada, mas para mim provavelmente é uma caneca de chá forte. Sentar-se lá tomando chá, observando o mar e as pessoas passando, é do que a canção falta.

Fonte: @Keane_UK


“O Conselho de Insegurança” – Keane na edição de dezembro da revista Q

Confira abaixo um artigo publicado na edição de dezembro da revista britânica Q, que acompanhou o Keane em sua turnê pela Ásia em setembro.

O Conselho de Insegurança

Ridicularizados em casa, o rock simpatia que vendeu milhões do Keane é “como um protesto contra o cenário da música de hoje em dia” de acordo com os fãs pela Ásia Oriental. As pessoas ficam mesmo menos cínicas quanto mais longe você vai? E o que aconteceu com o Keane, os bananas pop? “Não devemos chorar à vista dos gatinhos”, eles contam a Sylvia Patterson.

No festival Bilbao deste ano na Espanha, o Keane caminhou propositadamente do complexo dos artistas ao carro que os levaria ao palco, um festival dominado este ano por gerações de colossos britânicos da melancolia, do The Cure ao Radiohead ao Snow Patrol. De repente, foram parados em seus passos urgentes, instruídos pela segurança a se afastarem da estrada já que uma banda estava passando. Sempre educado, o Keane perguntou quem seriam esses titãs. “Keane”, a segurança anunciou, enquanto a segurança e o Keane olharam para a planta flutuando onde algumas estrelas do rock reluzentes deveriam estar.

“Naquela altura era embaraçoso demais dizer alguma coisa,” insiste Tim Rice-Oxley, o compositor e pianista do Keane, agora em um carro consideravelmente longe, na metrópolis de arranha-céus de Seul, Coreia do Sul. É uma história que mostra muito sobre o Keane: um colosso que alcançou o álbum número 1 cinco vezes composto de homens modestos definidos não apenas por sua falta de rastro estelar de caricatura, mas por uma auto-depreciação incessante que faz Chris Martin parecer menos Keane, mais Kanye West. Passamos mais de 48 horas passeando pelo Extremo Oriente com o Keane, isso será não apenas a posição padrão natural deles, mas o mecanismo de manutenção de sanidade.

Quanto mais distante de casa o Keane está, ao que parece, mais eles são intensamente amados, uma banda cujas melodias levadas pelo piano muito emotivas e óbvias sem remorso inspiraram um apelido na Coreia do Sul: A Banda do Outono. “Talvez seja aquela qualidade saudosa,” decide o vocalista sempre tagarela com carinha de criança Tom Chaplin, sentado no camarim entre falésias de presentes de fãs (flores, brinquedos, bolos), no Estádio de Handebol de Seul, com capacidade para 6 mil pessoas. “A Banda do Outono: está viva, está morta?” ele grita. “Ninguém tem certeza.” E então a auto-depreciação começa. Uma menção das triunfantes Paralimpíadas de 2012 na Britânia, por exemplo, vai inspirar Chaplin imediatamente a isto: “O Keane é como a versão banda das Paralimpíadas. Completamente incapazes, mas superando os obastáculos.” É uma auto-gozação entusiasta que desmente a popularidade intensa deles, Chaplin segurando em sua mãos uma carta de uma fã coreana de aproximadamente 20 anos.

“Eu sempre estive deprimida e senti que poderia me suicidar,” ela escreve. “Mas nos anos de desespero eu tive uma esperança de suas vozes. Eu ouço Everybody’s Changing e sua música, ela me CUROU mesmo.”

Hoje à noite no estádio interno compacto, Seul berra com o vocal agora incrivelmente impecável de Chaplin. Enquanto a primeira nota de Somewhere Only We Know ressoa para cima, um membro da plateia de 20 e alguma coisa falha em suprimir um coaxo involuntário de emoção. Ainda assim é mais evidência de que esse tipo de música britânica tem uma conexão global, cobertores confortáveis enormes de melancolia para se cantar junto aperfeiçoado pelos anos por homens de idades similares, de Coldplay, Keane e Snow Patrol aos dos últimos dias Manics, a man-band Take That e o homem mais velho que possivelmente começou tudo com todas aquelas baladas épicas e b-sides hipnotzantemente saudosas, Noel Gallagher. Após o show, Rice-Oxley, 36 anos, dirá que foi o Radiohead que começou. “Nós somos a geração pós OK Computer,” ele decide. “Para mim, esse é o álbum da nossa geração. Nós crescemos apreciamos o poder de uma canção que pode destravar você. E todos nós somos homens, eu acho, que provavelmente não desistiríamos. Eu acho que é nossa pedra angular. É bom sentir que não está sozinho.”

*

—-

Quanto mais longe o Keane está de casa, “as pessoas são menos cínicas”, declara Tom Chaplin, 33. Desde a venda do álbum de lançamento da banda que atingiu mais de 5 milhões de vendas em 2004, a banda Keane, dos três amigos de infância de Battle, Hastings, tornaram-se uma das maiores exportações (de música) da Grã-Bretanha. Apesar de serem uma banda com ponto fora da curva (livre de drogas e sem o passado obscuro de ouras bandas), sua origem é privilegiada, apesar de serem os rebeldes de escolas públicas que evitaram a academia para o caminho precário de ministrel.

“Nós fomos os malucos do sistema” brinca Rixe-Oxley, filho de dois médicos. “A ironia! Que se faz particularmente irritante.” No mundo do rock subdividido de hoje, embora – todas as Florences, Mumfords e Vaccines – o Keane é filho de mineiros de carvão por comparação.

“Mas,” nota Rice-Oxley, “isso não tem nada a ver, ser um filho de um gerente de fundos de ação ou um filho de mineiro de carvão que vai impedir que você escreva uma grande canção.”

Nem mesmo Chaplin autodescreve o Keane como “wobble” (oscilante) que acumula um pouco dos extremos do rock and roll. Como uma pessoa extrovertida aos 25 anos, sua reação ao sucesso eram marteladas em seu botão de autodestruição e teve envolvimento paranóico no alcoolismo e cocaína (ele se trancava em casa, chorando assistindo Cash In The Attic). Ele passou cinco semanas no The Priory (uma casa de reabilitação) no verão de 2006. Em 2008, no seu experimental “synth-pop” álbum Perfect Symmetry, Chaplin havia se transformado, um entusiasta da terapia assistida em execução que permitiria que ele poderia beber ocasionalmente, mas preferiu uma partida de golfe. Hoje, o alcoolismo foi-se por completo, ele desistiu até mesmo de sentir o aroma das bebidas, lidando com o revés da euforia pós-shows com um banho de duas horas em seu quarto de hotel. Ele sorri. “Todo mundo tem as coisas que precisam para mantê-los acima da água.”

Para os nossos trovadores do rock mundial em 2012, a estrada (“The Road” é como eles chamam a turnê) está ficando mais longa, a banda arrisca-se tocar em novos locais como se fossem impelidos por um vento a seu favor, lugares como no Paraguai, onde Keane tocou de uma semana atrás, onde os fãs penduraram cartazes de boas-vindas em árvores do lado de fora do hotel em que se hospedaram. Indo nesses novos lugares, Keane ficou entre a semana de shows que separavam os do Paul McCartney e da banda Noel Gallagher’s High Flying Birds (e os fãs de Keane constantemente citam “Beatles” e “Oasis” como suas obsessões musicais).

Chaplin: “Então você pegou um fóssil. E um fóssil de dinossauro. E aí? Onde estamos?”
Jesse Quin (baixista): “O peixe morto no fundo?”
Chaplin: “Coberto de lodo. Pedra de lodo.”

Quin, que deixa transparecer, sua posição de baixista tornou-se permanente, tem 31 anos, é o mais autodepreciativo de todos, em um grau compulsivo, que a Q desmente em um núcleo de verdade. “Sim, nós somos genuinamente m*rd*s!”. Tal é a brincadeira “On the Road with Keane”, a banda que voa junto (e todos embora o genial bateirista Richard Hughes tem “pavor” de andar de avião), dirigem juntos, saem para comer juntos e bebem juntos, inviavelmente são irmãos felizes cuja constante exposição ao jet-lag e extremos exteriores deveriam ter sido fatores para terminar com a banda anos atrás.

Eles sentem de forma permanente, e sorriem dementemente, “insanos”.

Na outra semana, Rice-Oxley passeou pelos arredores do hotel e esqueceu de vestir uma camisa (um homem bastante reservado no mundo exterior que, de repente, pede para tocar “99 Problems” do Jay-Z no karaokê). O erudito Hughes aprendeu que o jet-lag corrói a memória humana neurologicamente. “Na verdade é possível mensurar”, ele comenta. Chaplin é a prova viva. “Outro dia eu acordei no Brasil e literalmente nada fazia sentido”, disse. “É como ter Alzheimer.”

Quin, enquanto isso, conclui: “Eu gosto da estrada. É como o céu que eu não gosto.” Seja qual for o país de destino, sempre há fãs por lá, caindo em seus caminhos como ninjas saltam de uma árvore. Uma fã, se sacudindo do lado de fora da casa de shows, descreve seu amor pelo Keane assim: “Na minha opinião, hipa-hop[sic], eu odeio. E a música do Keane é sempre muito bonita. É uma forma de protesto ao cenário musical atual. [De repente ela viu Chaplin, e começou a hiperventilar] Tom! Uh! Uuuuuuh!”
Chaplin, prestativo comentou: “Que fôlego!”

Hoje vamos passear em Tokyo, viajando de ônibus, avião e carro, a jornada começa em no salão de entrada do hotel às 7 da manhã e as 7 da noite a Q (a revista) e Keane viram a explosão de neons caleidoscópicos das lojas da realidade de Tóquio. Compramos na Tokyu-Hands uma loja de departamentos de oito andares onde o casado Rice-Oxley comprou chaveiros, adesivos e hashis(palitinhos) de fácil manuseio da Hello Kitty para as suas duas filhinhas e, de repente, é paralisado por uma fileira de guarda-chuvas abertos, alegremente coloridos. “Veja esse pequeno arranjo de guarda-chuvas de tons pastel, é igual a minha rua”, ele comenta. “É meio gay. Ou muito ‘menininha’. Veja aquele amarelinho bebê. Oh, estou falando com o meu lado feminino.”

Hughes, 37, possivelmente o único baterista vegetariano e daltônico no mundo, vai engasgar com a vista de uma vitrine de um pet-shop com gatinhos recém-nascidos arrancados escandalosamente cedo de suas mães. “Ai não, não, nós não deveríamos chorar por estes gatinhos.” Mesmo com os padrões do Keane, agora nós estamos longe do rock and roll valentão e machista como é possível prosseguir. Mas o Keane pode ir mais longe.

Cervejas e mais cervejas depois das 10 da noite em um bar nesta noite (água com gás e um prato de waffles para Chaplin) Rice-Oxley será retumbou como o homem tipo que anda últimos pontos turísticos rurais perto de sua casa em East Sussex e comenta casualmente “essa é uma bela parede”. De repente, Keane vê o futuro: quando a banda divide-se, Rice-Oxley será o líder do “The Wall Tourism Board” (Conselho da Parede do Turismo), aumentado por uma música apropriada.
Rice-Oxley: “Poderiamos ter o Pink Floyd fazendo uma versão acústica de The Wall em Sussex.”

Em breve, a Q inadvertidamente desencadeou o que Chaplin chama de “uma verdadeira lata de vermes” (no sentido de cutucar a onça com vara curta), de ruminar sobre a natureza de canções clássicas. É um debate inspirado numa coluna da Q, sobre a passagem de uma banda comum para ela se tornar histórica como grandes nomes da música (Macca, Stones, Who, Bowie, Springsteen), com seus clássicos indiscutíveis cânones e como os titãs dos últimos 10 anos lutam para conjurar mesmo um (sucesso). Ponderamos quantos clássicos o Keane possui e um Chaplin nervoso sugere “Everybody’s Changing” e “Somewhere Only We Know”.

“Eu não tenho certeza,” decide Rice-Oxley, ofendido. “No panteão dos grandes nomes da música?” Uma grande discussão seguiu no significado da música desde o nascimento do rock and roll, incorporando a influência cultural, ideologias da geração, o Brill Building, nostalgia, o mundo digital, TV, dinheiro, cinismo, a crueldade clínica da Rihanna (ou algo diverso), a ingenuidade, paixão e pureza na criatividade dos jovens que criam, inúmeras vezes, o melhor trabalho de um artista e a sua ruína criativa após a autoconsciência e expectativa… É uma conversa que perdurou até o hotel à meia-noite e continuou durante a noite de Tokyo até as 4 da manhã até que a angústia de Rice-Oxley é identificada: ele tem estado atormentado durante toda sua vida porque ele nunca escreveu uma música tão boa quanto Dancing Queen (ABBA) ou Bridge Over Troubled Water (Simon & Garfunkel).

“E eu não acho que farei agora”, ele comenta desamparado. “Tenho 36 anos.”
“Eu sei o que o Tim sente porque eu sei o que lhe perturba,” confessa Tom Chaplin com seus olhos sonhadores na manhã seguinte sobre o croissant que comia no café da manhã. “Mas a questão para mim é: qualquer coisa externa poderia preencher esse vazio?”

Chaplin também é um homem cheio de vazios, outra personalidade criativa e sensível, que ainda procura terapia para o que ele chama “estado emocional precário, eu poderia implodir muito facilmente.”

Qualquer precariedade é invisível na superfície, um brincalhão e comediante nascido notavelmente com o complexo de suavidade de uma versão mais nova de David Cameron. Ele pondera a natureza oculta da “doença subjacente em minha alma”, da infância serpenteada onde se sentia “desconfortável, infeliz, triste”, seus pais sempre estavam freneticamente ocupados cuidando do The Vinehall School em Robertsbridge (seu pai era o diretor). Chaplin também sentia que ele era “uma (criança) entre centenas. Eu me sentia…. um tanto quanto sozinho.”

*

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Ele se lembra de que na idade de 8 ou 9 anos, enquanto participava de uma corrida escolar importante, estava convencido de que venceria. Quando os outros alunos começaram a ultrapassá-lo, ele caiu sobre o chão, a palma das mãos pressionadas sob a testa, “como uma mulher Vitoriana que supera seus nervos ruins”. A partir desse dia, ele nota “como muitos cantores” ele tem uma vontade profunda de ser amado por milhares de estranhos “e do outro lado, eu quero apenas me destruir e ficar sozinho.”

Às vezes, ele ouvirá aquela voz interior covarde que tenta trazê-lo de volta aos “bons” velhos tempos.

“Mas os bons velhos tempos não deram certo pra mim” ele gargalha. “E percebi que nenhuma quantidade de tóxicos ou adulações ou cumprimentos das minhas ambições nunca iriam mudar essa parte em mim. Ela está lá. Mas me sinto mais feliz do que jamais senti na minha vida toda. Uma vida familiar sólida certamente ajuda.”

No último ano Chaplin casou-se com sua namorada de longa data Natalie, ele trocou sua Ferrari preta conversível por um sensível 4×4, instalou uma piscina no seu enorme jardim, construiu seu próprio estúdio em casa e começou a pensar em iniciar uma família. Essa última decisão foi tomada sozinha, para um homem distorcido evidentemente por ter uma infância isolada, esses dias são de incertezas para Keane.

“Gostaria de estar ao entorno de uma família ainda jovem,” nota. “Não acho que conseguiria fazê-lo à distância. Pessoalmente, não desejaria isso para os meus filhos. Estaria mentindo se eu dissesse que não há incerteza sobre o futuro. E sobre os álbuns e turnês e sobre continuar fazendo essas coisas. Nada é para sempre.”

Nessa noite a capacidade de público de 1.000 no teatro de Shibuya-AX parece combinar bem com Keane, Chaplin principalmente inflamando a casa com um barulho crepitante de adoração tangível.

Ele é eufórico, extravagante, um diretor de anfiteatro evocando energia cibernética, as mãos postas atrás das orelhas, solícito à animação da plateia. No final do último bis, o barulho da plateia é tão colossal, tão implacável, quatro minutos direto, ele senta sob o palco da bateria, irradiante, enquanto os berros aumentam mais e mais. “Estou tendo uma dor de cabeça de tensão,” ele declara “de tanto rir!”

Quatro minutos depois estamos de volta ao carro, acelerando sobre o neon enquanto Keane supõe que podem ter mais uns dois clássicos, afinal de contas.

Chaplin: “Música moderna: resolvido!”

Rice-Oxley: “Crise evitada.”

Isso vai levar meros 74 segundos para o retorno a sua posição padrão.

Quin: “Aquele quarto era horrível, a demora…”

Chaplin: “Tinha essa garota na grade batendo palmas fora do tom e eu não consigo cantar no tempo nos melhores momentos…”

De volta ao lobby do hotel, Rice-Oxley bebe um Bloody Mary “extremamente alcoólico” e desenhamos uma linha sob nossas Conversas Clássicas infinitas.

“Não acho que a gente seja um…lixo” ele sorri, cruzando os dedos delicadamente. “Tenho orgulho da nossa música. Mas reconheço que uma música clássica é uma “Bridge Over Troubled Water”. Sempre achei que eu fosse melhorar nas minhas composições e no final escrever como meus heróis Paul Simon, Morrissey, seja lá quem for. Estou decepcionado. Às vezes sinto-me muito eviscerado sobre isso, artisticamente. Mas estou muito satisfeito com um show como o de hoje no qual você toca para mil pessoas e elas amam suas músicas. Você não pode reclamar. Não sou tão atormentado assim.”

Talvez, então, vocês sejam bons o suficiente. É bom o suficiente? Isso é o suficiente?

“Sim. É bom o suficiente. É onde eu estou.”

Ao modo Keane de autodepreciação, entretanto, ele vê como um sintoma dos seus primeiros sucessos, confessando que eles acreditavam no seu próprio estilo, e depois, de repente, veio o caos, reabilitação, brigas, a má comunicação entre o vocalista e compositor, melancolicamente documentada no segundo álbum Under The Iron Sea.

“Nós rapidamente nos tornamos pessoas que não queríamos ser e desde então a gente tentou mais agressivamente parar de acreditar na nossa campanha, nos colocando para baixo.”

Ao ouvir Strangeland, o quarto álbum da banda, que pareceu um retorno intencional aos tons melódicos do álbum de estreia, a Q suspeitou que o relacionamento central da banda estava novamente com problemas, ou que a banda estaria próxima ao fim. Havia várias referencias à rompimentos, desconexões e estórias de adeus (Em Watch How You Go no qual Rice-Oxley escreveu: “As coisas que compartilhamos em breve ficarão para trás.”) Mas ela não é sobre o Chaplin.

“As escolhas que fiz nos últimos 15 anos, estar na banda, têm desgastado os relacionamentos da minha vida,” diz, ainda um homem intensamente incompreensível. “Não somente românticos, mas de amizades também. Bons amigos que são impossíveis de eu ver. Estamos fora o tempo todo, ou trabalhando o tempo inteiro. Fico longe das minhas filhas com muita frequência. Tornei tudo muito inflexível. Estive pensando: O que estou fazendo? Estou fazendo a coisa certa? Há coisas que vivo dizendo que quero fazer. Ir à Índia. Aprender espanhol. Fazer carpintaria. Mas ter filhos mais do que nunca. Não deveria estar passando o tempo com eles, enquanto eu posso? Porque antes que eu perceba, eles terão ido embora. Não sei… não quero ser esse tipo de cara.”

É o tipo de pergunta universal da vulnerabilidade masculina que permeia as canções do Keane e que os transforma numa Banda de Outono Cobreado, talvez estejam reclamando hoje o outono de sua carreira.

Como um clássico sem dúvida diz, “todos estão mudando, mas eles não sentem o mesmo” ou sentem?

“Se fizermos outro álbum, ainda estaremos procurando por sons, estórias, para aquele clássico elusivo,” decide o poeta profundamente sensitivo Tim Rice-Oxley, bebendo agora um coquetel azul com um guarda-sol rosa “Ainda temos um sentimento de admiração.”

Existem terras a serem conquistadas antes dessa encruzilhada decisiva na carreira. O itinerário da turnê da banda lê-se como um convite à diversão. Próxima parada: Indonésia, Filipinas, Tailândia, Líbano…

Fonte: http://durban-skies.tumblr.com/post/34355453658


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