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The Best Of Keane – Venda no Brasil

Notícia quentinha:

A versão física da coletânea The Best Of Keane no Brasil que será colocada a venda é a versão Standard.

O CD é composto de 20 músicas sendo duas inéditas, quais sejam:

 1. Everybody’s Changing

2. Somewhere Only We Know

3. Bend and Break

4. Bedshaped

5. This Is The Last Time

6. Atlantic

7. Is It Any Wonder?

8. Nothing In My Way

9. Hamburg Song

10. Crystal Ball

11. A Bad Dream

12. Try Again

13. Spiralling

14. Perfect Symmetry

15. My Shadow

16. Silenced By The Night

17. Disconnected

18. Sovereign Light Café

19. Higher Than The Sun

20. Won’t Be Broken

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Informações: Universal Music Brasil


The Best Of Keane Live From Berlin

The Best Of Keane – CINEMAS UCI e Cineflix

Informações essenciais

 

[ O QUE É? ]

Será uma transmissão ao vivo de Berlim nas salas de cinema do mundo todo.

—-> Não entendeu? Clique aqui: http://www.keane.com.br/site/?p=1431

 

Por isso, haverá apenas UMA transmissão do #BestOfKeane no cinema. Sim. :~

 

 

[ QUANDO? ]

Dia 06 de novembro de 2013

 

[ HORÁRIO ] 

 

Veja abaixo em cada evento.

 

[ INGRESSOS ]

 

Veja informação abaixo em cada evento:

 

[ CINEMAS CONFIRMADOS ]

 

PARANÁ

 

Maringá

Cineflix

Avenida São Paulo, 120

Maringá – Paraná 87013-040

Telefone: 55 (44) 3023-3273

Confirme sua presença: https://www.facebook.com/events/723895890959189/

INGRESSOS: http://novosite.ingresso.com/maringa/cineflix/espetaculo/cinema/keane-live-from-berlin/cineflix-maringa-park

 

Curitiba

UCI Shopping Estação

Avenida Sete de Setembro, 2775

Curitiba – Paraná 80230-010

Telefone: 55 (41) 3595-5599

Confirme sua presença: https://www.facebook.com/events/440018706107020/

INGRESSOS: http://novosite.ingresso.com/curitiba/home/espetaculo/cinema/keane-live-from-berlin/uci-shopping-estacao

 

 

RIO DE JANEIRO

Barra da Tijuca

UCI

Avenida das Americas, 5000

Rio de Janeiro, Barra da Tijuca 22640-102

Telefone: 55 (21) 2461-1818

Confirme sua presença: https://www.facebook.com/events/173540056168366/

INGRESSOS: http://novosite.ingresso.com/rio-de-janeiro/home/espetaculo/cinema/keane-live-from-berlin/uci-new-york-city-center

 

 

SÃO PAULO

 

Campinas

Cineflix – Galleria Shopping

Rod. Dom Pedro I, Jardim Nilópolis, Campinas

Campinas, Sao Paolo 13091-901

Telefone: 55 (19) 4003-7053

Confirme sua presença: https://www.facebook.com/events/1456777907881665/

INGRESSOS: http://novosite.ingresso.com/campinas/cineflix/espetaculo/cinema/keane-live-from-berlin/cineflix-galleria-campinas

 

São Paulo

UCI – Shopping Jardim Sul

Avenida. Giovanni Gronchi, 5819

Morumbi – São Paulo – SP 05724-020

Telefone: 55 (11) 2164-7711

Confirme sua presença: https://www.facebook.com/events/645733228791702/

INGRESSOS: http://novosite.ingresso.com/sao-paulo/home/escolha/cinema/25640578/keane-live-from-berlin

 



Keane confirma seu hiato para os membros da banda focarem em projetos pessoais. – NME

A banda inglesa Keane confirmou que “vão dar um tempo” após o lançamento do “Best Of” no mês que vem.

A história publicada no jornal The Sun deste domingo, dia 20 de outubro, fala que a banda vai se separar após 16 anos para que o vocalista Tom Chaplin possa seguir seu álbum solo e que o principal compositor Tim Rice-Oxley possa focar para escrever hits para outros artistas.

No entanto, o porta-voz oficial da banda foi bem cauteloso ao dizer ao Jornal: “O Keane está dando um tempo após o lançamento do ‘Best Of’ para que possam seguir seus próprios projetos”.

Fonte: http://www.nme.com/news/keane/73323

 


A Grande Entrevista – revista Music Week

Demoramos mas traduzimos a entrevista que o Tim Rice-Oxley deu para a revista Music Week.

Prepare-se para uma entrevista longa, emocionante e com revelações.

 ***

“Não trate sua gravadora como se fosse a mesma coisa”

 

O Keane alcançou o que muitos dizem ser impossível na moderna indústria da música: no curso de 10 anos, eles ficaram na mesma grande gravadora com o mesmo empresário, e nunca lançaram um álbum que não tenha sido um número 1 oficial no Reino Unido. Qual é o segredo deles?

Por Tim Ingham

 

A carreira do Keane não é apenas um exemplo de como você pode bater o mundo quando escreve canções que resistem ao teste do tempo. É uma lição de o que pode acontecer quando uma banda trata corretamente – sua gravadora, sua editora, seu empresário e, crucialmente seus fãs.

Os seguidores dos prodígios do indie-pop não estavam exatamente derramando das casas de shows em dezembro de 2002, quando o fundador da gravadora indie Fierce Panda, Simon Willians, se apaixonou. Tendo testemunhado um show na minúscula casa de shows Betsey Trotwood, ele os contratou para seus primeiros lançamentos comerciais – os EPs Everybody’s Changing e This is The Last Time – e, de acordo com o principal compositor Tim Rice-Oxley, “literalmente nos salvou de nos separarmos”.

 

Com um contrato de publicação já em mãos assinado com Caroline Elleray, da BMG, o interesse das maiores gravadoras começou a crescer rapidamente. No outono de 2003, a banda assinou com a Island Records, tendo recebido ofertas de 22 gravadoras em uma das contratações de banda indie mais acaloradamente contestadas das décadas recentes.

 

O Keane era um trio (Rice-Oxley, o cantor Tom Chaplin e o baterista Richard Hughes) quando seu álbum de estreia Hopes & Fears (2004) se tornou um sucesso mundial – vendeu mais de 2,8 milhões de cópias no Reino Unido até hoje e mais de 6 milhões pelo mundo. Discos de ouro nos EUA, shows de abertura para o U2 e Brit Awards vieram em seguida, mas talvez a coisa mais notável na carreira do Keane tenha sido a consistência deles.

 

Eles lançaram mais quatro álbuns desde Hopes & Fears – Under The Iron Sea (2006), Perfect Symmetry (2008 – quando o baixista Jesse Quin entrou) e o EP Night Train (2010) e Strangeland, do ano passado. Todos eles chegaram ao número 1 no Reino Unido.

 

Numa época em que os grandes selos são muitas vezes criticados por uma abordagem apressada ao A&R [artistas e repertório], o Keane prova que não tem que ser assim: por 10 anos, todos os seus lançamentos vieram através da Island – com um novo Melhor De a caminho neste novembro.

 

Não que as coisas sempre tenham sido fáceis para a banda de Battle, East Sussex. Depois da forte apoio inicial para Hopes & Fears, elementos mais sarcásticos da imprensa musical logo começaram a implicar com a educação classe média do trio – testando a lealdade de uma audiência apaixonada cuja devoção nunca oscilou.

 

Esta base de fãs inclui nomes surpreendentes como o comediante Peter Kay, que disse recentemente que a banda tem “a rara habilidade de produzir canções que parecem que soam como se os conhecêssemos por todas as nossas vidas”. Outros fãs incluem Sir Paul McCartney, Pharrel Williams, Bono, John Mayer, Chris Martin, Gwen Stefani, Kanye West, Steve Coogan e Snoop Dogg.

 

A Music Week se sentou com Tim Rice-Oxley para falar bastante sobre a década passada – e descobrir por que ser decente com o pessoal da indústria sempre permaneceu um princípio orientador da banda…

 

Um “Best Of” é um marco na carreira de qualquer artista. Por que vocês decidiram fazer um agora?

Principalmente como faz dez anos desde que lançamos nossa primeira coisa, o [EP] Everybody’s Changing, pela Fierce Panda. É uma coisa maluca pensar que ele tem uma década, mas é uma ótima hora para olhar para trás e reunir o que conquistamos. É estranho, pois parece algo que você faz quando tem 20 álbuns lançados ou está entrando no Hall da Fama do Rock and Roll. Mas talvez é só minha percepção de quando era criança.

 

Mal faz um ano que vocês lançaram Strangeland. Como foi a campanha pelo mundo?

Foi ótima. Acho que tivemos mais uma sensação de sermos valorizados, eu suponho, sem querer soar hipócrita demais. As pessoas parecem contentes de ainda estarmos aí; há um amor lá que você provavelmente só consegue quando esteve junto por algum tempo, especialmente em lugares onde você está bem longe de casa.

 

Como é a América do Sul? Lemos que eles tratam vocês como super estrelas lá…

Nessa turnê estivemos no Paraguai, México, Brasil, Argentina, Chile, Peru e outros. A Argentina em particular é incrível, o México também.

Estamos tocando em lugares grandes – provavelmente maiores do que tocamos em qualquer outro lugar do mundo. Chegamos ao aeroporto e há pessoas pressionadas contra o vidro [do seu carro], às vezes centenas de pessoas gritando para você. Você fica empacotado pelas multidões por um monte de seguranças corpulentos. É louco mas empolgante. É como estar nos Beatles, uma grande estrela dos anos 60. E isto está em perigo de ser um clichê, mas você tem um tipo mais extrovertido de fã. Quando começa a tocar eles ficam absolutamente loucos por uma hora e meia.

 

Vocês vieram depois de um período pós Radiohead do indie britânico emocional, junto com Snow Patrol, Coldplay e Starsailor. Por que vocês aguentaram quando outros à sua volta na época desistiram ou viram sua popularidade fracassar?

Foi uma bênção e uma maldição, mas mesmo quando começamos acho que sempre ficamos fora da moda. Nada em nós era de bom gosto, ainda bem, e continua assim. A coisa boa nisso é que você não morre quando a moda morre, o que acontece muito rapidamente na música pop. Suponho que sempre fizemos nossa própria coisa, o que significa que existimos longe das tendências. Nós não dependemos de sermos os queridinhos da mídia – o que significa que não ficamos à mercê de estarmos na capas da frente. Obviamente, é ótimo se você conseguir, mas conseguimos nos concentrar na nossa música e na nossa turnê. Isso é o que os atuais fãs da música querem – estão pagando seu dinheiro arduamente ganho.

 

Há algum ligeiro elemento de satisfação de vocês ainda estarem aqui apesar do fato de depois de chegarem e começarem a vender, os elementos mais ‘irritáveis’ da imprensa da música talvez usaram vocês como bodes expiatórios do ‘soft rock’? Isso foi prejudicial?

Nós não necessariamente temos prazer algum disso em termos de uma sensação de que ‘mostramos a eles todos’ ou algo assim, mas acho que nos ajudou a não nos chatearmos demais. É engraçado, quando você sai pela primeira vez, as pessoas só escrevem sobre você como se gostassem de você e isto é ótimo: toda vez que você lê sobre si mesmo em uma revista ou ouve de si mesmo na rádio, são pessoas dizendo coisas boas. Você pensa: ‘Isto é brilhante – somos os próximos Beatles!’ Mas aí… Me lembro da primeira vez que ouvi alguém falando mal da gente na rádio, pensando: ‘Merda. Não vai ser bom sempre.” Dali por diante houve muitos sucessos e fracassos. Acho que aprendemos que bandas, modas e revistas vêm e vão.

Você percebe que são só pessoas comentando sobre você. Se ficar do lado de fora disso, significa que não está à mercê delas. Isso é muito reconfortante, porque, se toda vez que alguém falasse mal de você, você sentisse que era outro passo para o túmulo, isso seria muito assustador.

 

Vamos voltar para quando vocês foram contratados pela Fierce Panda por Simon Williams. Quais são suas memórias daquela época, e o que achou da experiência de estar no selo?

Simon literalmente nos salvou de nos separarmos. Tínhamos sido uma banda por uns bons sete anos então, o que parece muito tempo quando você tem seus vinte e poucos anos. Tivemos muitas gravadoras que estavam nos farejando que não nos escolheram, e isso foi muito desanimador. Na verdade tínhamos chegado ao ponto onde até eu estava dizendo: ‘Não sei se posso fazer isso por muito mais tempo. Não vai à lugar algum.’ Basicamente, fizemos dois últimos shows em Londres para amigos e família. Simon foi para um ou os dois, um no 12 Bar Club, o outro no Betsey Trotwood. Estávamos no fim da linha antes dele lançar Everybody’s Changing. Foi incrível.

Me lembro da total falta de brilho e glamour no jeito em que ele fazia as coisas. Ele literalmente me mandou um e-mail dizendo: ‘Pode me mandar uma foto para a capa e um .mp3 para colocar no disco?’ Eram apenas demos. Mas parecia um enorme negócio. Olhando para trás agora, poderia ter chegado a nada, sendo a Fierce Panda uma gravadora pequena – mas muito respeitada. Mas se me lembro bem, acho que Simon também levou Steve Lamacq a alguns shows então obviamente houve um diálogo acontecendo. Steve entrou nessa bem cedo. Ele também foi um grande apoiador.

Nós basicamente devemos tudo a Simon. A Fierce Panda merece mais reconhecimento. Eles foram um selo tão incrível e a maior parte do público provavelmente nunca ouviu falar dele. Há um monte de gente em gravadoras muito maiores que devem suas BMWs a Simon Williams.

 

Lamacq sempre pareceu muito leal ao Keane – mesmo quando alguns os taxaram como não popular.

Ele tem sido muito importante. Há muitas figuras lendárias na rádio e ele é uma – eu cresci escutando ele. Nossa primeira sessão de rádio foi com ele. Ele costumava ir aos shows e era estranho falar com alguém com aquela voz. Foi uma coisa muito romântica – me fez perceber que ele vai mesmo a shows o tempo todo. Ele não está só sentado atrás de uma mesa de mixagem esperando os produtores lhe darem música e dizer o que é legal. Ele tem opiniões em todas as canções. Me lembro dele dizer de Hopes & Fears: ‘Vocês só têm uma música merda’ – uma faixa chamada She Has No Time. Essa foi a ideia dele de um elogio.

 

Você deveria se mudar para uma gravadora maior, vender muitas cópias do seu primeiro álbum, se esforçar com o segundo e ser mandado embora. Vocês ficaram na Island por cinco – logo a ser seis – álbuns. Qual é o segredo? Algumas personalidades ficaram na companhia por todo esse tempo?

Uma ou duas. Jon Turner [agora da MD] esteve lá desde o começo. Ele não só foi apoiador, mas trabalhou conosco de um jeito onde havia um diálogo que sempre pareceu muito respeitável e muito criativo. Acho que é muito fácil para as pessoas em grandes selos serem muito levados pelo negócio e ficarem cansados bem rapidamente.

Jon não é assim e a Island geralmente não parece ser assim – pelo menos não as pessoas com quem lidamos. Acredito que eles gostem da nossa música e saibam que estamos aqui para fazer ótima música. Nunca tivemos uma atitude por meio do qual nos sentimos bons demais para falar com as pessoas da gravadora – já encontrei isso em muitas outras bandas, pessoas que pensam que a gravadora é basicamente um monte de zangões que correm atrás de você e te fazem uma estrela.

Isso não vai levar a um longo relacionamento. Estrelas vêm e vão. Quando assinamos nosso contrato, ao invés de pegar o máximo de dinheiro que podíamos, nos focamos em reter o controle artístico de todo aspecto possível. Isso provavelmente mandou uma mensagem [à Island] que eles provavelmente respeitaram. As pessoas nas gravadoras precisam se sentir inspiradas também – se estão sentadas em seus escritórios o dia todo, podem ter 10.000 bandas chegando às mesas deles.

 

Esse é um ponto de vista que não ouvimos muitas vezes: somos rápidos em criticar as gravadoras por despedirem as pessoas cedo demais, mas na verdade às vezes talvez os artistas quase têm uma responsabilidade de ajudar a motivar a equipe…

É, as pessoas das gravadoras são seres humanos da mesma maneira que nós somos. É muito fácil cair em uma armadilha onde você pensa, ‘Eu sou uma grande estrela e portanto estou aqui em cima e os outros seres humanos estão lá embaixo.” Obviamente isso é uma ilusão e logo você desaparecerá. Tem a ver com um respeito natural pelas outras pessoas. Isso nunca foi algo que fosse artificial ou que sentimos que com o qual estávamos particularmente maravilhados – talvez em parte é porque éramos um pouco mais velho do que muitas bandas são quando foram contratados.

Também, se você cresce como uma fã de música e adora Nick Drake e Bob Marley e U2… você entra no prédio da Island Records que ainda estava na praça St. Peter quando fomos contratados, e lá está PJ Harvey ocupada gravando no porão, então tem todos esses discos de ouro na parede e o órgão Hammond de Steve Winwood no canto. É tudo muito empolgante. Eu costumava ir para lá só pra ficar porque era o que tinha lido que as pessoas faziam nos anos 70; provavelmente pensavam que eu era um louco completo. Eu ia e via Ted Cumming que era nosso chefe de imprensa. Tenho certeza que ele tinha coisas melhores para fazer do que falar comigo mas lembro que uma vez ele tinha feito um CD das canções que ele gostava e achou que eu devia ouvir; Todd Rundgren e Rufus Wainwright muitas pessoas que ele gostava. Na verdade aprendi muito sobre música através dele. Com a Island foi meio que um relacionamento à moda antiga. A maioria das pessoas não tem isso, especialmente agora, e isso é uma pena porque essa simbiose é algo que pode beneficiar a todos.

 

A Island Records não está mais naquele prédio santificado. Com as mudanças mais recentes na gravadora a pressão do A&R aumentou?

[A Island] sempre foi muito diplomática. A Interscope talvez não tenha sido tão fácil. A Island talvez teria adorado se tivéssemos feito Hopes & Fears partes 2, 3 e 4 depois de nossa estreia, mas foi bom, natural, que disséssemos: ‘É onde estamos agora.’ Eu me lembro de tocar o [menos ‘pop’] Under The Iron Sea para [o então chefe da Island] Nick Gatfield e ele ficou dizendo, ‘Forte… forte.’ Você podia dizer que o que ele realmente queria dizer era, ‘Ah, merda!’ Mas o importante é que ele não disse isso – mostrou diplomacia. Como você pode imaginar, com [o single de 2008] Spiralling foi ainda pior – mas nesse ponto eles podiam respirar fundo e dizer, ‘Ok, não o que estávamos esperando, mas vamos correr com isso.’ Eles nos respeitaram o suficiente para fazer isso, e nós os respeitamos ainda mais por isso. Como qualquer um sabe, pegar qualquer álbum que foi um grande sucesso e fazê-lo novamente é quase impossível – muitas pessoas falharam fazendo isso.

 

Houve um motivo para vocês escolherem a Island?

Naquele ponto, tudo com o qual nós nos importávamos era lançar um álbum, não estávamos pensando numa carreira. Tivemos um monte de reuniões, um monte de jantares – foi uma época estranha. Quase assinamos com a Polydor que não era a gravadora que é hoje. Na época era tudo sobre Popstars – Paul Adam a dirigia, que estava naquele programa. Quando chegou a isso acho que liguei para Caroline Elleray – que era nossa editora e basicamente nos descobriu, mesmo antes de Simon – e ela disse: ‘Você tem que assinar com a Island – não assine com a Polydor, você precisa de alguém que acredite em você.’ Ela conseguia ver além de apenas lançar aquele primeiro álbum, o que era incrível. Caroline sabia que Ferdy [Unger-Hamilton, o então A&R da Island] acreditava na banda. Ela nos persuadiu a assinar com a Island, e estava certa.

 

Falando sobre Caroline, você pode nos dar uma resumida na história das suas publicações?

Caroline e um cara chamado Ian Ramage assinou conosco para a BMG Publising, como era até então, e foram bastante pacientes conosco [a banda agora é contratada da Universal Music Publishing, onde Elleray trabalha]. Esses dois estiveram conosco o tempo todo enquanto as gravadoras estavam “dando uma olhadinha”. Eles vieram até Suffolk para nos ver tocar, onde nada poderia acontecer por anos. Eles ficaram presos e nos deu um tipo de avanço que nos permitiu ensaiar o dia todo e escrever novas músicas no que viraria o Hopes & Fears. Eles nunca deram nenhum sinal de pânico em que eles poderiam ter apostado no cavalo errado.

 

Que tipo de contribuição seus editores tiveram na carreira de vocês ao longo dos últimos 10 anos?

Para começar eles estiveram incrivelmente envolvidos por que eles eram as únicas pessoas que conhecíamos. Eu imagino que aos poucos a Island assumiu o papel e nos tornou uma unidade independente de qualquer forma, especialmente com um pouco de sucesso. Eu me lembro de ter desejado em ser consultado por Caroline durante nosso segundo álbum, mandamos mais demos e outras coisas. Não somos nós que deliberadamente a excluímos, mas nós não podemos incluir ela mais do que as pessoas da Island. Ela tem um ótimo ouvido e um ótimo julgamento – e isso vale para um monte de artistas que trabalharam com ela. Tiveram vários momentos onde que nós ficamos muitos agradecidos por receber opiniões dela e vários momentos que eu gostaria de ter pedido e não poderia. Eu lembro de Paul Curran que era o chefe da BMG que tinha assinado com eles, dizendo alguma coisa sobre, “Enquanto vocês estão super-excitados para conquistar os Estados Unidos e qualquer outro lugar no mundo, não esqueça de fazer a boa música ou esquecer sobre o Reino Unido, porque isso vai desaparecer se você não cuidar disso”. Eles mantiveram nossos pés no chão de uma forma delicada e de forma sensível e também nos introduziram a vários estilos de música.

 

Não conversamos sobre o seu empresário, que cuida da banda desde o início, Adam Tudhope. Qual o segredo atrás desse relacionamento?

Nós estudamos juntos na universidade – estudamos Literatura Antiga na University College London. Éramos colegas de quarto e durante um ano mais ou menos. Enquanto isso Tom e eu estávamos fazendo algumas fitas demos. Eu gostava de tocá-las na cozinha enquanto eu fazia a limpeza e o Adam sempre encorajou. Eventualmente ele disse: “Você tem que cair fora e agendar shows!”. Sempre tinha várias desculpas porque eu realmente não sabia como começar – Eu não sabia para quem falar ou o que dizer, “Podemos fazer um show, por favor?”.

Adam é muito mais confiante e sempre teve esse espírito empreendedor. Ele disse “Beleza, eu vou ligar e marcar um show para vocês”. Após enfrentarmos alguns problemas, eu acho que ele marcou no Hope & Anchor para nós e depois disso virou nosso empresário do dia pra noite – ele sempre está voando conosco desde então! [RISOS]

 

Voando de forma bastante satisfatória!

Exatamente. É estranho, eu acho que é desse modo que as pessoas começam a gerenciar bandas. É como se fosse estar numa banda: você começa sendo parecido como o U2 ou algo parecido e a seguir você começa a ser a sua própria banda, e isso começa a ficar fora do seu alcance.

 

Como você e o Adam mantêm a amizade com toda essa pressão profissional que vocês têm na vida de vocês durante essa última década?

Bom, ele basicamente foi o quarto membro da banda – o quinto desde que o Jesse entrou. Eu me senti o Adam como meu aliado mais próximo, a força motriz por trás da banda no começo.

Passávamos horas no telefone falando como nós faríamos as coisas antes de nós termos nosso primeiro disco. Ele bolou um plano infalível sobre o que faríamos nos próximos cinco anos – e isso sempre terminava com uma turnê-mundial grandiosa em estádios norte-americanos. Nós não tínhamos nenhum interesse em gravadoras naquele momento, mas amei a dedicação. Nós compartilhamos nossa paixão por isto, no qual sempre foi a base do nosso relacionamento como artista e empresário.

Eu imagino que o papel dele como “empresário” foi sendo tomado gradualmente por ele ser um “amigo”, mas você tem que saber o ponto de equilíbrio entre ambos – especialmente quando nós tivemos  momentos difíceis, principalmente quando discordávamos de vários pontos. Eu acho que tem que existir o respeito mútuo que provavelmente veio de quando estávamos na faculdade – nós temos muito respeito pela inteligência do outro.

Nenhum de nós foi super-nerd ao longo dos anos se eu dissesse algo que ele discordava completamente, ele saberia que teria algo naquele ponto e vice-versa. Nós nunca descartamos nossas opiniões fora. Como empresário, por muitas vezes tem que ser o bode expiatório, é muito fácil a banda dizer “é culpa do empresário”. É um trabalho difícil – a banda leva todo o crédito. O mesmo acontece para as gravadoras: você leva a culpa quando algo dá errado, mas você não ganha o crédito quando tudo dá certo.

O Adam é muito bom no que ele faz – ele é muito apaixonado, entusiasmado e inovador. A qualidade mais forte dele é que ele sabe ouvir e que ele não sabe de tudo. Ele quer aprender com os outros têm a oferecer e não tem medo de dizer o que quer para aprender alguma coisa do que ele fingir que sabe de alguma coisa e estragar e cometer erros. Ele faz tudo certo.

 

Mais uma pergunta sobre a indústria da música: quando vocês assinaram seu acordo quando a Napster (uma das primeiras empresas de download ilegal do mundo) tinha acabado de atingir seu sucesso. Você confia em gravações de renda-inteligente hoje em dia? Ou isso tudo é bobagem?

Claro que tem sido bastante alarmante ver a mudança desde o lançamento do nosso primeiro álbum. Obviamente tudo é muito relativo e nos sentimos muito sortudos por sermos pagos pelo que fazemos, mas quando começamos ganhávamos nossos primeiros cheques de direitos autorais: “UAU, isso é demais! Eu posso comprar uma casa!” Mas agora é mais perecido como “£300 a partir deste trimestre no Spotify” – é muito diferente.

Somos muitos gratos que nós pegamos o fim de uma era que você poderia fazer uma grana boa com um único sucesso. Agora é um pouco mais assustador: se eu quisesse começar agora eu estaria bastante amedrontado sobre os graus de como você tem que atingir para fazer uma fortuna – como era antes – para fazer apenas um pé de meia. Obviamente realizar turnês ainda é o que salva as bandas porque é uma experiência única que não pode ser falsa ou replicada.

É uma vergonha, é claro, que vários serviços de streaming (músicas online) não pagam bem a tarifa de direitos autorais, mas a verdade é que é exatamente como qualquer outra indústria que mudou e foi substituída por uma nova tecnologia a partir da revolução industrial. Não há outro direito dado por Deus para fazer milhões por tocar violão, é apenas sorte que houve a coisa de oferta e demanda por 50 anos e agora a oferta está mudando.

A demanda ainda existe, ela está lá, mas você não tem o direito de ser pago por cada música que você cria. Eu valorizo a música muito bem e venho de uma geração que está acostumada a pagar £15 por um álbum, que parece ser um preço justo – £1 por música. Mas é um valor aleatório, antes de qualquer coisa. Essa geração está se acostumando a pagar 70p por música, ou nada. É uma vergonha enorme, mas é a tecnologia avançando, e isso acontece em qualquer modelo de negócios. Você não pode pará-lo.

 

E sobre o futuro: que direção sonora podemos esperar do Keane para os próximos anos?

Para ser honesto, eu na verdade não sei o que vai acontecer com a banda. Nós não sabemos o que estamos fazendo. Eu acho que estamos tendo uma espécie de pausa. Tom está de olho em realizar o seu álbum solo por um tempo. Chegamos num ponto em que sentimos que nós completamos um ciclo de álbums. Strangeland parece o fim do arco. Isto parece um bom momento para ele fazer isso. Além disso, não sabemos – mas definitivamente haverá essa pausa. Teremos que esperar e ver.

 

E você vai fazer algum álbum solo ou trabalhar com outros artistas?

Eu não sei. Isso tudo exige uma série de ajustes, porque a banda existe há mais ou menos 15 anos. Eu tenho escrito muitas músicas para outras pessoas, mas é muito diferente de ser um artista. Keane é uma coisa muito grande para mim que é muito difícil imaginar não focar nela [na banda]. Nosso futuro depende muito do Tom.

 

Você está confidente que o Keane faça música junto de novo eventualmente?

Eu não estou confiante, não. Estou esperançoso. Honestamente não sei. Sou muito filosófico quanto a essas coisas – eu definitivamente acho que nós temos muito mais a dizer. Eu acredito que nós somos realmente uma banda excelente com fãs maravilhosos e pessoas que viajam conosco em uma jornada musical. E isso ainda me excita muito, então eu gostaria de introduzir uma nova fase da nossa música que é muito mais rica, profunda e melhor. Mas eu honestamente não sei. O disco solo do Tom será a próxima coisa que ele terminá-lo. Estamos definitivamente em um momento e eu não sei para qual caminho vamos percorrer.

 

Qual o momento em que você mais se orgulha nessa experiência com o Keane?

Tem tantos momentos geniais. Provavelmente quanto tocamos pela primeira vez no Glastonbury. Nós fizemos um monte de coisas que eu me sinto num nível intelectual, que me senti mega orgulhoso – tocar no O2 Arena, coisas assim. Mas havia algo tão visceral sobre o primeiro Glastonbury [em 2004], que foi um choque gigante. Nós tínhamos passado com nossa turnê pelos EUA e estávamos apenas começando no Reino Unido. Fomos embora no dia seguinte que o Hopes & Fears foi lançado, para os EUA por um mês, tocando em pequenas casas de show. Voltamos e ao mesmo tempo nosso álbum foi o número 1. Mais de 30 mil pessoas saíram do palco da NME ou qualquer coisa dessas. Foi uma experiência muito estranha, muito emocional. Eu nunca tinha visto tanta gente em um lugar antes e lá estavam eles – todos gritando e cantando nossas músicas. Eu me senti eletrificado.


Resenha: Keane em Kenwood House, Live by the Lake, Londres/RU – 25/08/2013

Ontem, dia 25 de agosto de 2013, o Keane encerrou a turnê de Strangeland. Aproximadamente um ano e três meses após o lançamento de seu último álbum.

A fã Angela Mendonça de Florianópolis teve a grande oportunidade de acompanhar este último show e nos enviou o relato!

MUITO OBRIGADA, quando li fiquei arrepiada! Esperamos que vocês também gostem.*

***

Kenwood House//Keane/Londres
Hoje enquanto eu caminhava rumo ao meu grande objetivo que começou na terça passada, perdida, embora tivesse um mapa na mão, pensava na vida e ouvia que havia uma passagem de som em algum lugar daquele imenso parque. Não sei se sonhei ou se realmente era a voz do Tom me chamando. Pensava em mim, nas escolhas que faço sozinha, na maior parte do tempo. Sair de Floripa e ir para São Paulo ver o show também foi uma escolha dessas. Aqui em Londres Kenwood House e um parque lindo, imenso, onde as pessoas chegam para ficar ao sol, fazer piqueniques, em fim, um lugar para a família. Abriga uma casa enorme, estilo neoclássico de 1616.

Foi neste maravilhoso lugar que a banda escolheu para encerrar a turnê, ali, entre os seus. Tá certo, eu faria a mesma coisa. Eu me lembrei de Sovereign Light Café (..going where the people know my name), essa musica me lembra da casa de meus pais, onde já não moro há 20 anos. Sozinha ali, com meus pensamentos tentando explicar para mim mesma o que eu estava fazendo ali! Bem, cheguei a conclusão que estava ali para viver de perto todas as emoções que me trazem as musicas do Keane. Qualquer uma delas me deixa, ora feliz, ora emocionada, ora nostálgica mas nunca triste. Que tal viver a vida assim?

Quando for escolher algo para te consumir energia; escolha aquilo que traz suas boas emoções à flor da pele. Eu conheço muitas pessoas estilo “empty pages/ Perf.Sym”.

Eu não consigo viver assim! Escolho Keane, escolho paixão, escolho chorar em seriados diversos, escolho as melhores companhias do facebook que conheci após o show de São Paulo.

E de repente, eu estava ali, naquele gramado esperando o grande momento com tantos outros, vi muitas famílias, adolescentes, pessoas da minha idade e também bem mais velhos do que eu. Dispostos, como se jovens fossem! Após a abertura incrível da Laura Mvula, e vi a banda sentadinha ali atrás, assistindo respeitosamente aquela voz poderosa. Achei incrível!

Já havia terminado o dia quando entra Keane, vejo um Tom sorridente, rindo, de bom humor dizendo mais de uma vez que amou que as pessoas foram la. Eu achei doce e gentil como qualquer canção da banda. Isso para mim, e a maior demonstração de grandeza. O som era impecável, 3 telões imensos para ver de longe. Eu não faço ideia de quantas pessoas tinhas la, e muito menos do que estamos acostumados a ver no Brasil, mas isso não diminuiu a intensidade em nada. As pessoas cantavam todas as canções como velhos amigos e conhecidos que são, afinal foi aqui em Londres que eles arriscaram e apostaram na carreira de uma banda de verdade.

Lá pelas tantas, eu resolvi parar de competir, no pescoço, para ver melhor e resolvi ficar do lado direito na frente do telão onde eu podia dançar e ter a impressão de que a banda cantava so para mim. Tom mencionou que ia cantar uma musica que conta uma historia tal qual a de quando eles vieram para ca e moravam ao sul de Londres, com mochilas (Neon River).

O setlist deixou algumas que eu gosto de fora, como Perfect Symmetry , no entanto trouxe SNOWED UNDER, uma musica do tipo b-side, muito linda tal qual outras que as pessoas podem votar no site para o novo projeto de coletânea que sai em novembro. Para quem acompanha a carreira da banda e leu recentemente a entrevista da Rolling Stone sobre o projeto, assim como eu vai concluir que trata-se de ciclo se fechando, e recomeçando daqui a pouco. O projeto e a confirmação de um longo trabalho, onde quem fez, sente-se realizado, porque acredito eu, fez como queria e colheu o resultado que queria.

É isso! Pensando em Crystal Ball não da para esperar uma bola de cristal para nos salvar de nossos dilemas. Vamos viver, amar e ser feliz com pequenas coisas.

Eu não sou critica de musica, nem de longe gostaria de ser, eu falo da emoção de fã, como qualquer fã de qualquer outra banda. Eu me sinto realizada agora por mais esta escolha. Amanhã vou para Hastings/East Sussex para mais uns dias, ainda me falta comer e beber algo em Sovereign Light Café. Por quê? Ora, eu gosto de café e também porque vim aqui praticar a língua inglesa e o povo da cidade grande não gosta muito de bater papo, melhor escolher o interior para fazer isso. Londres e uma cidade incrível, mas hoje domingo, eu consegui enxergar a cidade, já que não tinha tanta gente nas ruas. Meu conselho: Sigam seus sonhos, mesmo que possam ser absurdos, deixarão de ser quando você começar a construi-los pouco a pouco e aprender a configurar um teclado inglês para não escrever sem acentos como eu.

Eu tenho uma pitada de inveja dos meus amigos que sempre tem um frase para citar ou um pensamento edificante, eu nunca me lembro de nenhuma. So tem uma que eu nunca me esqueço, casualmente cabe muito bem aqui :

Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.

Um beijos a todos os meus amigos amantes da filosofia Keaneana de ser.

Angela Mendonca
Florianópolis/Brasil

 


Álbum de grandes sucessos do Keane para ser lançado em novembro – Rolling Stone EUA

“Esses sonhos, para a maior parte das pessoas, se desvanecem,” diz o vocalista Tom Chaplin

Foto: David Wolff – Patrick/Redferns via Getty Images

Por Steve Baltin

Nove anos após seu álbum de estreia, Hopes and Fears, os roqueiros britânicos do Keane atingiram uma marca na carreira – a coletânea de maiores sucessos. The Best of Keane, com 18 canções de seus trabalhos de estúdio anteriores e duas faixas novas, “Higher Than the Sun” e “Won’t Be Broken”, chegará às lojas em 12 de novembro.

Para comemorar a ocasião a banda está trabalhando muito, com uma edição de luxo incluindo os muitos b-sides deles pelos anos. Uma super edição de luxo combinará os dois CDs e um DVD ao vivo com a banda tocando várias canções acústicas, que os fãs terão a chance de escolher no site da banda.

O vocalista Tom Chaplin falou com a Rolling Stone no começo da semana sobre o que significa alcançar esta referência, assim como as coletâneas de maiores sucessos de que ele se lembra quando criança, partir para algum trabalho solo e qual grande vocalista britânico ele ainda sonha em ser.

Você já pensou que chegaria ao ponto de lançar um Melhor De?
[Risos] É uma coisa engraçada – eu estava pensando nisso outro dia, e me pareceu que quando eu era criança meio que tinha essa crença obstinada que é isso que queria fazer. Eu queria estar em uma banda, cantar, tocar pelo mundo e ser como meus heróis. E comecei mesmo a pensar nisso. Quando eu era jovem, costumava vagar meio que me entrevistando como se tivéssemos feito uma coleção inteira de ótimos álbuns. Suponho que fiquei um pouco mais velho, como a maioria dos adolescentes e quando você está nos vinte e poucos anos, começa a examinar a realidade um pouco mais. Estes sonhos, para a maioria das pessoas, se desvanescem, e a vida fica no caminho. Mas para nós, embora tivemos um começo balbuciante, tivemos muita sorte, e conseguimos fazer as coisas pelas quais éramos apaixonados quando jovens. Então eu suponho que de uma indireta estou muito surpreso e assustado com a coisa toda. Mas também acho que há uma parte de mim que estava sempre me esforçando para isso, então foi uma vida meio extraordinária que me foi dada.

Houve um ponto em que seus sonhos de infância começaram a emergir novamente e você percebeu que mesmo que não fosse a coisa mais prática, iria fazer acontecer?
Claro, houve muitas vezes em que me senti assim. Com o Keane, a percepção que as pessoas têm é que você sai da escola e entra em uma banda, ou você já está em uma banda, e você reúne algumas demos e tem um contrato com uma gravadora. Mas na verdade, levou muito tempo. Acho que não assinamos nosso contrato e fizemos o primeiro álbum antes de eu ter uns 24 anos, então houve um período de tempo bem longo quando estávamos apenas tocando shows por Londres, e eu tinha deixado meu curso na faculdade para me juntar aos outros em Londres e tentar fazer alguma coisa da banda. Então houve muito exames de realidade, e sentimentos muito grandes de falha e rejeição, antes que tivéssemos algum tipo de sucesso. Mas eu suponho que, em algum lugar enterrado naquela coisa toda, era uma sensação de que nós tínhamos que continuar, porque este é o sonho, isto é o que todos nós queríamos, e estávamos puxando naquela direção. Também suponho que quanto mais tempo mantivemos continuando, mas tínhamos a perder, porque quanto mais colocamos em jogo, mais colocamos outro tipo de vida que poderíamos ter tido em espera. Então, sim, definitivamente tivemos alguns tempos incertos.

Coletâneas de grandes sucessos são uma marca. Houve coletâneas que você se lembra de ouvir quando criança que se destacaram para você?
Na verdade, bizarramente, o primeiro do qual me lembro teria sido os maiores sucessos do ABBA. Minha mãe e meu pai não curtiam muito música pop, então não havia muitos álbuns pela casa quando eu era criança e tive que eu mesmo ir procurar. Mas lembro particularmente que havia uma fita cassete Gold, do ABBA lá. E se quiser uma compilação de singles pop absolutamente, alucinadamente brilhantes, então acho que você não pode fazer muito melhor que isso. Então tinha aquele. Este é certamente um do qual me lembro, mas acho que o que provavelmente teve o maior impacto em mim certamente crescendo foi Queen. Havia o maiores sucessos dos Beatles, [o álbum] “Vermelho” (1962-1966) e “Azul” (1967-1970), mas o Queen 1 e 2, a primeira a segunda metades da produção do Queen, aqueles foram muito influentes para mim quando criança. Basicamente por muitos, muitos anos, eu queria ser Freddie Mercury – provavelmente ainda quero em muitos aspectos. Acho que isso se reflete em criar algo especial. Na verdade você pensa nas bandas que estavam na estrada quando lançamos nosso primeiro álbum em 2004. Se pensar em qualquer uma dessas bandas agora não há nenhuma que vem à mente que esteja fazendo algum tipo de melhor de ou maiores sucessos. Então acho que sentimos que colocamos muito tempo e esforço e definitivamente viemos com um corpo de trabalho da qual estamos muito orgulhosos.

Se pensar nas três bandas que você acabou de mencionar, Queen, ABBA e Beatles…
Acho que é legal pensar nisso dessa forma. Acho que você só tem a chance de fazer o que faz se você já ficou por aí um pouco e causou uma impressão nas pessoas. Não vou sugerir por um momento que podemos mesmo ficar nessas escolhas particulares, mas definitivamente é algo é que é uma referência, um certo tipo de impacto no mundo da música, e é uma sensação agradável com o qual sair.

Houve canções mais antigas que se destacaram muito para você ao fazer esta compilação?
Você não ouve muito as coisas antigas. Não posso dizer que ouvi Hopes and Fears ou Under the Iron Sea desde que os lançamos. O segundo álbum, acho que é o mais sombrio que fizemos, provavelmente o com a melhor sonoridade. Então acho que estou orgulhoso de qualquer coisa de lá, mas na verdade, engraçado, a faixa-título de Perfect Symmetry sempre senti, pra mim, que era a melhor canção que Tim [Rice-Oxley] já escreveu e a melhor canção que fizemos como uma banda. E infelizmente, eu suponho, em parte por causa da natureza do rádio nesses dias, é uma canção de cinco minutos, e jamais poderíamos editá-la para o rádio. Tentamos lançá-la, mas não se podia contar a história em três minutos e meio. Sempre achei que fosse uma pena que a canção não teve o tipo de exposição que merecia. E ao ouvi-la de novo, ainda me sinto da mesma forma quando àquela canção. É uma declaração ousada. Eu tenho o senso que no vasto mundo as pessoas não necessariamente veem o Keane como uma banda com algo a dizer em um nível político ou social nesse respeito. E aquela canção fala muito de religião, e questionar nossas razões ou motivações por trás de nossas crenças. Realmente acho que era uma coração poderosa, e me atingiu de novo que acho que é uma uma das melhores coisas que já fizemos.

Tenho certeza então que você está esperando que ela vá para o DVD. Explique um pouco sobre qual é o processo para escolher as canções para o DVD.
O que estamos fazendo é, nossos fãs são meio que obsessivos e há muito material lá, como você vai poder ver de todos os b-sides que vamos lançar. Há muito material extra. Sempre sentimos muito fortemente que vale a pena ter ótimos b-sides. Então sempre fizemos isso. Temos fãs que são bem obsessivos e certamente – isso é pura especulação – vão votar nas canções no site que eles querem que toquemos nessa pequena sessão acústica, e tenho a impressão que poderia haver um ou dois dos números mais obscuros. Vamos colocar em votação, e o que quer que eles decidam que querem que toquemos, o que tiver o maior número de votos, vamos tocar. Realmente espero que algumas das canções mais escuras e estranhas possam sair, porque, a) acho que isso mostrará outro lado do que estamos fazendo. b) será divertido tentar aprendê-las, porque provavelmente todos nós nos esquecemos de tocar metade delas. Então deve ser uma coisa divertida de se fazer.

Quais duas ou três canções você gostaria de ver se esgueirar para a performance?
O um ou dois b-sides, tem um chamado “Let It Slide”, que achei que era uma ótima canção. Tem outro b-side, que foi bem recente, chamado “Myth”. Se me pedisse para votar, não teria ideia.

Vocês farão uma turnê para The Best Of?
Acho que podemos fazer alguns shows para The Best Of, e como, você diz, há material novo que está vindo com ele. Não há nada coerente além disso, não há um plano. Pessoalmente estou trabalhando com algum trabalho solo, então em termos de limpar a paleta e começar renovado, isto é algo com o qual estou muito empolgado. Parece para mim que com tudo que fizemos, e como passo com que trabalhamos nos últimos 10 anos, é hora de tiramos uma folga e fazer um balanço. Então é meio o que estamos planejando fazer, se isso é um plano. Mas a coisa adorável, eu suponho, em ser um músico e ter escolhido a vida que temos, é uma surpresa completa. Você poderia acordar amanhã com um conjunto novo de ideias sobre o que fazer. Mas atualmente acho que não temos nenhum tipo de grande plano para o que vamos fazer em seguida.

Há um cronograma para quando as pessoas irão ouvir o material solo?
Quando fico com os meus próprios recursos, as coisas podem se mover a um passo muito imprevisível, embora se alguma coisa for previsível é geralmente muito devagar. Mas estou trabalhando o mais rápido possível, então estou meio que esperando que possa haver alguma coisa na segunda metade do ano que vem. Tenho alguns pedaços com os quais estou muito empolgado.

Fonte: Rolling Stone EUA


Best Of Keane – Comemoração de 10 anos – Lançamento em 11/11/2013

Se você se lembra daquela entrevista minúscula que o Richard deu para um jornal falando sobre uma possível coletânea da banda, pois é!!! ISSO VAI ACONTECER!

Ontem, dia 15 de agosto, a “Q Magazine” soltou um tweet sobre um “grande anúncio” da banda lá no Twitter. Várias especulações surgiram como a coletânea, um hiato (matéria da mesma revista lançada em outubro/novembro de 2012), férias, projetos paralelos… Mas estamos super felizes que é a coletânea, mesmo se forem umas férias a banda merece por eles serem humanos, um ano e meio intenso de tour ao redor do mundo não é fácil! 🙂

Aqui o vídeo:

Abaixo a matéria da “Q Magazine” traduzida, para ler o original basta clicar aqui:

Perguntas e Respostas com o Keane – Tom Chaplin sobre o “Best of” “It’s a proper journey through the best things we’ve done”

A banda Keane está prestes a lançar “O melhor de…”(Best of, coletânea) em 11 de novembro – a revista Q exclusivamente anuncia (veja abaixo todas as faixas). Para um guia único de 20 canções, conversamos com o vocalista Tom Chaplin para o Q&A (Perguntas e Respostas) dessa semana para falar da carreira e tudo mais…

Além disso, se você tiver suas próprias questões, o bateirista Richard Hughes estará no Twitter da Q esta noite (16 de agosto) às 17h (horário local – 13h horário de Brasília). Sigam a @QMagazine, poste sua pergunta com a hashtag #QKeane e o Richard fará o possível para responder quantas perguntas forem possíveis, já que ele estará no controle.

E como você está?

Estou cansado! Acabei de voltar para a Inglaterra de um show em Portugal que terminou tarde – decidi pegar o voo da madrugada da Ryanair (empresa low-cost) para voltar pra casa. Pois é.

Como se sente que conseguiu alcançar o “Best Of/Greatest Hits” nesse estágio da carreira? Você duvidou que chegaria lá?

É difícil responder. Quando eu era criança eu imaginava que estaria numa banda de sucesso – Eu até me entrevistava – eu era bastante excêntrico assim! Porém, teve um grande período antes do Keane se tornar um sucesso e tivemos muitas dúvidas quanto a isso. Uma vez que fomos anunciados e fizemos sucesso com Hopes & Fears, eu ainda não sei quão confiante eu era naquela época.

Como vocês fizeram para escolher as canções para a coletânea? Pura estatística ou fizeram uma mixtape para chegar ao resultado?

A princípio faríamos um disco que contivesse apenas os singles. Essa ideia foi descartada logo de cara a favor de fazer algo que mostrasse é uma jornada através das melhores coisas que fizemos. Por muitas vezes, os singles são um pouco arbitrários e com uma pegada comercial, então eles não refletem necessariamente a história toda. Acho que nós sentimos que nossos álbuns têm uma profundidade forte e real, por isso é bom mostrar uma ampla gama de músicas. Espero que as pessoas que não conheçam nossos álbuns se inspirem a ouvi-los quando escutarem esse Best Of!

Qual música P-R-E-C-I-S-A estar nele?

Tem a música chamada My Shadow, que está no The Night Train EP, e foi o que fizemos. Senti que essa música nunca foi nunca teve seu lugar próprio, por ser posta de lado quando houve o lançamento, por isso é ótimo que ela tenha uma segunda chance aqui [ OFF: TODOS AMAMOS MY SHADOW, TOM! ]. É uma canção que fala de companheirismo, sobre olhar para outras pessoas. Eu amo cantá-la ao vivo – tenho a sensação que há tipo uma conexão cósmica com a plateia quando essa música é tocada. Se isso soa palidamente, quando ela é ouvida em seguida, isso tudo faz sentido! Eu também estou bastante satisfeito que há a coleção inteira dos lados-b pela primeira vez. Nós passamos muito tempo trabalhando com eles ao longo dos anos e sinto que eles fazem um álbum especial em seu próprio direito!

… e pessoalmente, você se sentiu frustrado em não ter tido espaço para colocar alguma música na coletânea?

Estou feliz do jeito que está…. Não tivemos praticamente nenhum tipo de conflito ou animosidade para escolher a lista. Com todas as lado-b lá, é difícil pensar que algo está faltando.

Pensando no passado quando vocês começaram e sobre as expectativas que tinham, como comparam o que aconteceu?

Expectativas são tão abstratas se comparadas com a realidade. Eu tenho certeza que terminamos com mais do que jamais queríamos ou tínhamos sonhado. Eu geralmente me sinto muito feliz e contente com o que a banda me deu e orgulhoso com as coisas que alcancei. Porém, a realidade é muito diferente disso. O que você sonha sobre o que vai ser, são hits sem fim, festas chiques e jorrar fora no pôr-do-sol depois de tocar para estádios com fãs apaixonados. Há um bocado de que tudo isso se torne realidade, mas não é como você imaginava como seria quando você olhava aquelas fotos do The Beatles quando era criança.

*

Nem precisamos dizer que a capa é MARAVILHOSA, certo? Super colorida, com o mapa cheio de pontinhos, pontinhos que são lugares que eles tocaram e conquistaram todo o público.

O lançamento é no dia 11 de novembro de 2013.

Para encomendar o seu basta acessar a loja oficial aqui.

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Não podemos deixar de mostrar a tracklist:

The Best Of Keane
Everybody’s Changing
Somewhere Only We Know
Bend And Break
Bedshaped
This Is The Last Time
Atlantic
Is It Any Wonder?
Nothing In My Way
Hamburg Song
Crystal Ball
A Bad Dream
Try Again
Spiralling
Perfect Symmetry
My Shadow
Silenced By The Night
Disconnected
Sovereign Light Café
Higher Than The Sun
Won’t Be Broken


Projeto colaborativo #KeaneMap

Em 2013, o Keane está comemorando 10 anos de carreira e, para comemorar esta marca, anunciou hoje um projeto incrível: trata-se do #KeaneMap, um projeto em que os fãs compartilharão suas memórias relacionadas ao Keane. Abaixo, segue uma explicação do Tom sobre o projeto:

Olá a todos,

Temos algumas ideias empolgantes prontas para os próximos meses. Inacreditavelmente, faz 10 anos desde que saímos em uma pequena van em turnê pela Inglaterra, armados com as canções que formariam Hopes and Fears. Como uma maneira de celebrar este marco divisório, adoraríamos SUA ajuda para tirarmos uma ideia do chao. Então aqui vai…

Gostaríamos de que o máximo de vocês coletassem suas memórias, fotos, vídeos etc relacionados ao Keane para postar em nosso novo brilhante e maravilhoso #KEANEMAP. Pode ser o lugar onde você ouviu uma música do Keane pela primeira vez ou um lugar onde uma música do Keane se tornou a trilha sonora de uma parte da sua vida. Casamentos, festas, noites, escalando montanhas, dando à luz, se separando, se juntando etc etc etc. Se nossa música teve um papel na sua vida, adoraríamos ouvir como e por quê!

Isto é só para começar… manteremos vocês informados.

Muito amor,

Tom x

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Se você tiver aquela foto do Keane, aquele vídeo marcante ou algum momento que envolva a banda de alguma forma, mande para http://map.keanemusic.com/ e conte suas memórias à banda.


Resenha: Keane em Buenos Aires/Argentina, por Matheus Simon

Leia abaixo o relato do fã Matheus Simon, que acompanhou os dois shows do Keane em Buenos Aires, Argentina, nos dias 11 e 12 de abril.

Minhas impressões sobre os shows do Keane em Buenos Aires:

Show top, vocalista top (voz ao vivo melhor ainda que em estúdio), carismáticos (todos eles), com presença de palco, duração do show muito boa em torno de 1h45 (nem muito curto, nem muito longo e cansativo), com músicas para agradar a todos, desde os hits até músicas mais alternativas! Definitivamente, entrou para meu “top 5 de shows imperdíveis” junto com U2, Aerosmith, R.E.M. e Stereophonics!

As músicas que mais me chamaram a atenção ao vivo foram Perfect Symmetry (é nela que o Tom mostra todo potencial vocal, música que soa incrível ao vivo) e My Shadow (já era minha preferida, depois de ouvir ao vivo, sem comentários), mas a que mais me surpreendeu foi Hamburg Song, linda demais, principalmente a parte do piano! Das novas, gostei demais da Neon River no segundo show!

Me surpreendeu positivamente o público agitando e cantando em Sovereign Light Café, definitivamente é o grande hit do Strangeland e que mais agradou a todos!

Setlist da primeira noite, 11/04: clique aqui

O segundo show foi ainda melhor que o primeiro, apesar do repertório do primeiro ter sido melhor! A banda parecia mais animada e empolgada! Tim, por exemplo, que na primeira noite estava quieto, nesta segunda não parava de acenar e agradecer ao público! Som também estava melhor, mais limpo e cristalino! Era possível reparar mais detalhes no som dos teclados (algo me diz que na primeira noite tiveram alguns problemas técnicos). Creio que podiam ter sido mais ousados e ter explorado um pouco mais o repertório, por exemplo: não era necessário On The Road, You Are Young e Sea Fog em ambos os shows, poderiam muito bem substituir por The Starting Line, In Your Own Time e Black Rain, mas só de terem tocado Try Again no piano (que é uma das minhas preferidas e eu não esperava que tocassem) já valeu o ingresso!

Foto: Matheus Simon

Foto: Matheus Simon

Setlist da segunda noite, 12/04: clique aqui

Sobre o Luna Park: um espetáculo a parte! Precisamos de locais assim no Brasil! Um misto de arena/teatro especialmente para concertos, para em torno de 6 mil pessoas! Bonito, aconchegante, com excelente acústica, ar refrigerado que da conta (não fica sufocante quando enche), palco colado no público, onde você estiver terá uma boa visão do show. Prometi a mim que se alguma banda que gosto voltar para fazer show neste local, eu vou de novo (pelo menos pretendo voltar…)! Mais do que recomendado!

Ponto negativo dos shows, mas não por culpa da banda, lógico: o público argentino! Me decepcionou e muito! Simplesmente impossível ficar perto do palco, o pessoal empurra, faz “onda” (como era possível ver na transmissão do primeiro show, por muito pouco as pessoas não caem no chão e são pisoteadas, é assim que começam tragédias…), amassam tudo que tem pela frente o máximo possível, se torna um inferno, sufocante…conseguem transformar o que era para ser uma noite inesquecível, em algo desagradável e uma dor de cabeça! Algo que eu nunca tinha sentido e passado em shows no Brasil! Nos 3 shows que eu fui na capital argentina (os 2 do Keane e no The Killers) vi várias pessoas passando mal, inclusive no primeiro show do Keane, tive que retirar minha amiga do meio do bolo, por que logo na segunda música ela já estava passando mal… curtir o show mesmo, só a uma certa distância do palco. Mas ainda assim, devido ao tamanho do Luna Park, deu para ver e curtir perfeitamente, pois como falei anteriormente, local de muito bom tamanho e agradável.

Enfim, para concluir: os caras REALMENTE gostam de Buenos Aires, não é a toa ter sido o único país na américa do sul a marcarem dois shows! Isto foi visível nos posts no Twitter elogiando o público, a cidade e na postura deles nos shows, para quem é fã da banda, recomendo ir até a capital argentina na próxima vez que vierem, pois a banda realmente faz o máximo para se tornarem shows especiais! E uma certeza fica: a banda foi subestimada nesta turnê sul-americana, principalmente pelos produtores brasileiros! Esgotou ingressos na Argentina, no Chile, no Peru, no Paraguai teve o maior público na américa do sul ano passado (em torno de 13 mil pessoas) e a banda elegeu como o melhor show da turnê em 2012 (inclusive o dono da produtora QUER TRAZER ELES ANO QUE VEM DE NOVO!) e no Brasil, mesmo com ingressos caros e o show anunciado em cima da hora, quase esgotou também! Depois deste êxito, não tardará para a banda retornar para a américa do sul, tenho certeza disso!

Obrigada, Matheus!


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