:::: MENU ::::

Os álbuns favoritos de Tom Chaplin, do Keane – The Quietus

Após o lançamento de seus maiores sucessos semana passada, o cantor e guitarrista da banda seleciona o melhor de sua coleção de discos

Yohann Koshy, 19/11/2013

Quase toda entrevista com o Keane deve começar com alguma torcida de mãos. O entrevistador se sente compelido a informar o leitor que ele ou ela acha o Keane um prazer culpado ou um real desprazer. Há então o conhecimento compulsório das raízes socioeconômicas da banda (uma alegoria jornalística desde que usurpada por entrevistas com Mumford & Sons) e como isso é para o descrédito ou irrelevância da banda. Toda a indiferença ou veneno jornalístico, no entanto, acaba sendo bastante redundante e chato. E nada foi feito para deter a trajetória deles que, desde o lançamento do álbum de estreia vencedor do Brit Awards Hopes and Fears em 2004, deixou para trás os solitários e frustrados críticos de música e entrou na estratosfera.

Hopes and Fears se tornaria o nono álbum mais vendido do século XXI no Reino Unido com seu sucessor de 2006, Under The Iron Sea, alcançando o disco de platina duplo e o Top 5 das paradas da Billboard americana. Canções como ‘Somewhere Only We Know’ impressionaram a consciência do público como poucas bandas pop, exceto talvez Coldplay, e os projetos recentes como o EP Night Train também mostraram a disposição da banda em experimentar com seu estilo, envolvendo colaborações com vocalistas como K’naan e Tigarah.

É oportuno, então, que quase uma década depois e com um hiato em potencial no horizonte, o Keane esteja lançando The Best Of Keane. Em uma sala de reunião extravagante na sede do Facebook em Convent Garden antecipando o lançamento do álbum, o vocalista do Keane Tom Chaplin coloca uma luz nos seus treze álbuns favoritos, com a foto que emerge sendo a de um músico reflexivo que valoriza o lirismo sincero e perspicaz acima de tudo com sua seleção de clássicos bem escritos.

 

 

Gomez – Bring It On

Foi lançado em 1998 quando eu tinha uns 17 anos. Minha coleção de discos naquele momento era principalmente composta de U2, Radiohead, Beatles, Smiths. Eu não tinha sido um jovem indie nesse senso de ir ver bandas e fazer parte desse tipo de mundo, porque quando todos nós crescemos como banda, não havia nenhuma cena musical! Então passamos nosso tempo fazendo música, nunca íamos ver muito. Gomez é uma dessas bandas indie universitárias genuínas. É um álbum muito inventivo para uma banda nova com o qual se lançar na cena. Adorei o fato de haver dois cantores com vozes tão contrastantes. Todas as canções são ótimas, ‘Here Comes The Breeze’, ‘Tijuana Lady’… ele combinou com onde eu estava naquela época, saindo da escola, fumando maconha pela primeira vez e experimentando drogas. O álbum tem esse senso de abandono juvenil. Você pode dizer que eles não tinham medo; talvez foi isso que os impediu de continuar no fim. Eu sempre penso que Gomez deveria ter sido uma banda muito mais importante. Me lembro de estar na Universidade em Edinburgo, peguei o Expresso Nacional para Londres uma noite, foi tão incômodo, saía em cada parada e estava ficando chapaddo com essa erva muito forte e volta, e tinha um velho Discman de verdade, e ficava só ouvindo esse álbum do Gomez, acordado a noite inteira. Cheguei em Londres, cheio de energia e falei, “Temos que ser inventivos assim!”

 

Radiohead – OK Computer

Bem, tudo foi dito sobre ele, não foi? Novamente, foi na mesma época de Bring It On. Fui para a África do Sul por um ano sabático para trabalhar em uma escola. Foi assim que eu comecei a fumar erva, foi empolgante, e não havia responsabilidades na vida. Eu lembro que não tínhamos um sistema de música lá, não tínhamos dinheiro e um amigo meu comprou um toca-fitas, de porta única, com alto-falantes horríveis, mas eu tinha copiado uma fita de OK Computer antes de partir! Acho que não toquei nenhum outro álbum por um ano, ele estava em rotação permanente. O que eu achei tão constrangedor nele é que você não consegue ouvir nada do que esse cara está cantando! Ele tem essa maneira arrastada em cada canção e foi um ataque ao cérebro em termos de produção e instrumentação e tudo estava saindo desse toca-fitas terrível na África do Sul! Achei que tinha descoberto o que achei que as letras eram e, grandemente, muitas delas estavam erradas, mas eu não tinha o livrinho, estão não sabia! Só me lembro dessa neblina de me apaixonar completamente pelo som desse álbum e o que eu achei que eram as palavras. Eles resumiras o que muita gente sentia naquela época, a alienação e o medo de um mundo mudando rapidamente, toda a coisa pré-milênio. Resumiu o mundo que eu ocupava. É por isso que ele ainda é o maior álbum que eu acho que foi lançado na minha vida; eles eram uma banda que, naquele ponto, alcançaram o ápice da composição, e [Thom Yorke] nunca chegou lá até onde eu sei. Eles ainda eram jovens o bastante para ter aquela qualidade punk mas velhos o bastante para ter aquelas baladas que te fazem se sentir bem frio como ‘Lucky’ e ‘No Surprises’. Na época, todos nós estávamos desesperados para ser Radiohead, todos tinham os mesmos equipamentos e as mesmas guitarras! Só que eu não consigo mais ouvi-lo – como uma banda, se você é influenciado demais por uma coisa, como nós fomos, isso pode te reprimir.

 

Beck – Sea Change

Quando assinamos nosso contrato na América, foi uma hora muito emocionante e me lembro de ir para lá e, naquele ponto, eles estavam basicamente fazendo tudo para nos contratar! Fomos para a Interscope Records. Não tínhamos dinheiro naquele ponto, estávamos lutando como músicos e uma mulher abriu esse tipo de armário que estava cheio de todo álbum que a Interscope tinha lançado e o que ela escolheu foi Sea Change, dizendo, “Vocês deviam ouvir este, acabou de sair”. Nunca tinha me interessado muito pelo Beck, tinha achado meio que artificial mas ele mudou completamente minha perspectiva dele. Foi bem quando eu conheci minha namorada na época, que agora é minha esposa. Sea Change é um álbum de separação mas nos apaixonamos com esse álbum de separação, foi nossa trilha sonora em nossas viagens de carro naquela época. Foi realmente peculiar; normalmente um álbum reflete onde você está na hora e toda vez que ouço as canções dele, sou transportado de volta a essa época muito feliz quando estávamos ficando juntos. É o que eu gosto nele, porque é tão despido, do que eu me lembro ele escreveu bem depois de se separar de sua parceira de longa data. Tentar transmitir a angústia de um término tão bagunçado de um jeito tão direto, fiquei impressionado com isso.

 

The Divine Comedy – Absent Friends

Neil Hannon, para mim, é o maior compositor vivo que temos, tirando Paul McCartney provavelmente. Acho que o cara é um gênio absoluto. Liricamente, ele é um mestre completo. A atenção ao detalhe é extraordinário. Absent Friends começa com uma grande canção que lista todas as suas inspirações e então tem ‘Leaving Today’ com o qual posso me referir; é uma canção sobre como ele acorda e sua namorada está se agarrando nele como o orvalho da manhã, dizendo, “Don’t go, don’t go off again [“Não vá, não saia de novo”]”… é esse tipo de canção que derrete corações sobre como ele tem que se levantar, pegar um táxi e se mandar. ‘Our Mutual Friend’ é provavelmente a melhor história que já ouvi em seis minutos. Com essa canção, é uma canção pop perfeita, perguntamos sobre ela a Neil, quando ele veio fazer algo com o Keane alguns anos atrás. Tim [Rice-Oxley, tecladista do Keane] perguntou a ele, “O que há com ‘Our Mutual Friend’, por que ela não poderia ter sido um single?” Ele disse, “Não consegui cortá-la a canção para deixá-la mais curta para a rádio.” E isso ilustra aquela coisa que é tão chata, que a atenção das pessoas só dura três minutos e você não pode deixar nada mais longo do que isso no rádio, a não ser que seja ‘Bohemian Rhapsody’. Me irrita muito que uma canção como ‘Our Mutual Friend’ nunca achará seu lugar embora mereça. Acho que o mesmo pode ser dito da maior parte das composições de Neil, se a música pop fosse uma busca mais intelectual, o que talvez seja uma contradição em termos, mas se fosse, então Neil seria louvado como o Rei.

 

Ron Sexsmith – Retriever

Ele é uma dessas pessoas que, uma vez que você curta, é muito difícil escutar qualquer outra coisa por um tempo. Costumava ouvir o nome, e as pessoas o recomendavam mas assim que consegui ouvi-lo foi como achar um tesouro com todos esses álbuns incríveis. Retriver é provavelmente meu favorito, suas letras são tão conversativas, elas refletem a vida cotidiana, a dificuldade de navegá-la, tão perfeitamente. Nos encontramos há alguns anos, ele é um verdadeiro herói meu, mas acho que ele está acostumado com muitas pessoas, tem muito mais sucesso e é muito mais louvado do que jamais serei, pessoas como Macca, Chris Martin, Elvis Costello, vindo e o elogiando. Ele é um pouco artista dos artistas de um jeito. Então eu tive a sensação de que ele pensou, “Ah ótimo, outra pessoa numa banda que gosta de mim mas por que a maioria do público não gosta de mim!” Eu não mesmo não entendo isso. Talvez esse seja o problema, ele tem um som direto, quase rock de bar no que ele faz, talvez isso desagrade as pessoas, mas tem mais camadas e é mais intrincado. Isso, para mim, é muitas vezes a marca de um grande compositor quando você se ilude em pensar que as canções são simples ou superficiais mas quando você as ouve de verdade, percebe que está articulando algo muito mais profundo. Aliás isso me lembra, quando eu finalmente gostei dele, foi porque fui ao Glastonbury há uns cinco ou seis anos como apostador. Eu tive uma época de merda, foi um tempo complicado na minha vida, eu tinha que ficar indo para a embaixada americana para fazer esses exames de sangue e urina para tentar ir aos Estados Unidos, porque saiu na imprensa que eu tinha tido alguns problemas com álcool e drogas e o embaixador americano tinha dito, “você não vai”. Lembro que me senti tão angustiado e me virei para o Glastonbury e entrei nessa tenda e ele tocou uma canção chamada “All In Good Time”, ela fala de como o que você considera ser uma grande coisa é insignificante quando você olha para trás em retrospectiva. Ouvi essa canção pela primeira vez e foi tão ressoante e potente naquele momento específico, que era como, “Uau, é exatamente onde estou”. Foi como se ele estivesse me dizendo, “Não se preocupe, vai ficar tudo bem!”.

 

The Blue Nile – Hats

Um dos maiores presentes que já recebi foi quando alguém me disse para ver Blue Nile. É extraordinário, eles são uma banda tão ótima. E você se sente parte de um pequeno clube uma vez que conheça a música deles. Eles não são mencionados muitas vezes, mas lembro que Guy Garvey os mencionou quando ele estava recebendo um prêmio pelo Elbow e é tipo, você está procurando alguém que conheça a música deles e quando encontra você tem um ponto de partida imediato. Hats tem aquele elemento emocional. Tem uma canção chamada ‘The Downtown Lights’ – tenho que ser cuidadoso para não dizer que toda canção que menciono aqui é a melhor que já ouvi, mas ‘The Downtown Lights’ certamente está lá. O que eu gosto na composição de Paul Buchanan é que as canções dele são atmosféricas ou são meio análogas. Elas não necessariamente descrevem situações muito diretamente mas ele as molda de um jeito diferente. ‘The Downtown Lights’ é um ótimo exemplo, acho que está dizendo que ele quer companhia e que o mundo das luzes do centro da cidade e das ruas movimentadas e todo esse tipo de coisa é uma representação do que é quando ele está com quem quer que esteja tentando descrever na história da canção. Moldar uma canção de amor assim é muito interessante. A produção é interessante com elas também – às vezes me pergunto por que as pessoas são repelidas por coisas assim. Especialmente o material dos anos 80, pode ter muitos sintetizadores e quase, é quase, super meio de estrada! Há algo nisso que pode ser muito óbvio, mas uma vez que você ouve, é o maior presente porque as letras são tão sutis e nuançadas. É algo que eu volto a visitar quando estou em um estado de espírito reflexivo ou nostálgico.

 

Nick Drake – Pink Moon

Eu me interessei por ele há muito tempo; novamente, na época em que estava indo para a universidade. Acho que tinha uma coleção que saiu na época chamada Way To Blue. Lembro que gostei muito dela mas talvez eu fosse jovem demais para isso na época. Só alguns anos mais tarde que voltei a ela e todos eles são gênios. Não há nenhuma música ruim naqueles discos mas eu particularmente me interessei pela história dele. É tão triste, você quer voltar no tempo e tentar mudá-la. Devia ter sido tão frustrante para ele elaborar essas… Acho que ninguém soa como Nick Drake e eu fico furioso quando as pessoas dizem que ele é um tipo de músico folk porque acho que isso é besteira. [risos] Bem, talvez não seja besteira porque ele vem de uma tradição de canções que têm um tipo de influência folk no jeito que são tocadas, e o uso do mundo natural com histórias tiradas da sociedade moderna, acho que é meio folk, mas para mim é um pouco mais, me atrevo a dizer, um pouco mais especial do que isso.

 

David Bowie – Hunky Dory

O primeiro álbum do Bowie no qual me interessei e ainda meu favorito porque tem tantas canções boas. É um álbum bem longo, e ele foi para lugares tão diferentes depois, mas aquele tipo de versão dele é a única com a qual posso me identificar mais. É quase como um maiores sucessos em si mesmo com um número inacreditável que clássicos de verdade nele! Uma das minhas favoritas é ‘Kooks’, que é sobre ter uma criança e ser um casal de pais excêntricos e alternativos e se perguntar como você vai trazer isso.

 

Röyksopp – Melody A.M.

Foram ótimos tempos, eu estava morando em Londres. Na verdade, eu provavelmente deveria modificar isso. Foram tempos de merda, mas houve um ou dois ótimos momentos, teria sido 2001, morando em Londres, sem dinheiro. Eu estava em empregos temporários de merda em escritórios, digitando números em computadores, era de destruir a alma e, durante as noites, nós ensaiávamos mas eu vivia para o fim de semana. Lembro que aquele álbum saiu e não tinha tido nenhum álbum que tinha saído que me pegou que tinha a combinação de serem canções verdadeiras com os quais você podia dançar, quase como dançar house music. Naquela época, eu estava tomando muito ecstasy e todo fim de semana eu tomava umas duas pílulas e ia dançar. Aquele álbum foi uma companhia perfeita para aqueles tempos. Me lembro de ir vê-los no meu aniversário no Astoria ou algum lugar assim, e me divertir imoralmente. Nesses dias não tenho não a energia para sair para dançar, mas adorei isso, foi verdadeiramente brilhante. Para mim ainda é o maior álbum de dança que eu conheço.

 

Rufus Wainwright – Want One

É engraçada, essa lista, eu já conheci muitas pessoas que escolhi! Rufus entrou em turnê conosco em 2003, foi a primeira vez que tínhamos entrado em um ônibus de turnê e os primeiros iPods tinham saído. Tim tinha um iPod, e eu o vi, liguei e o álbum que estava ouvindo era Want One e fiquei completamente impressionado. Ele soa um pouco como Radiohead-faz-música-clássica, particularmente nesse álbum. Me lembro de dizer a ele que ele soa muito como Radiohead e ele disse, “Sério?”, acho que ele nem conhecia a música deles. O álbum foi escrito, eu acho, durante a época em que deixou de ser viciado em metanfetamina. Quero dizer ela o deixou cego e tal, foi muito sério. Então o álbum conta esta história, com uma linda composição, e não sei se ele já chegou perto desse álbum de novo em termos de composição, é um disco fenomenal. E eu gosto de arranjos orquestrais se são bem feitos, ou então pode soar como Il Divo ou algo assim mas ele fez isso muito bem, misturando pop e música clássica.

 

Carole King – Tapestry

Comecei a escrever muitas canções recentemente; eu sempre escrevi mas coloquei minha composição em hiato porque Tim é um ótimo compositor para o Keane e eu acho que me senti esvaziado por quão bom ele era, mas recentemente voltei a isso. Carole King, não sei por que, mas algo na maneira como ela fala de seu mundo emocional, acho muito cativante. É romântico, de um jeito, em um senso mais amplo, e lindamente trabalhada. Toda vez que me sento e tento escrever uma canção, eu a tenho em algum lugar na minha mente. As ótimas faixas têm um senso real de precisão, não há espaço morto, você sabe que cada pedaço está lá por um motivo. Eu gosto de ‘So Far Away’; cresci em uma cidadezinha e sempre achei chato, embora eu mesmo fizesse isso, que as pessoas iam embora! Porque elas sentiam que era isso o que tinham que fazer – não estou irritado com eles, estou irritado que este seja o jeito do mundo, você tem que deixar suas raízes. Suponho que fiz a mesma coisa, é uma necessidade da sociedade moderna, mas me frustra. Costumava me sentar pensando, “Onde estão todos os meus velhos amigos que moravam na rua de baixo?” E essa canção, seu anseio melancólico para que as pessoas fiquem paradas em um mundo que está crescendo muito rápido. É um álbum atemporal.

 

U2 – Achtung Baby

Eu nunca fui um grande fã do U2 para dizer a verdade! Os outros, especialmente Dominic [Scott] que saiu antes de conseguirmos um contrato, eram grandes fãs. Ele era um ótimo guitarrista – acho que o Keane seria um animal muito diferente se Dominic tivesse ficado conosco, ele é um guitarrista brilhante. Ele basicamente tocava um pouco como The Edge encontra Jonny Greenwood. E os outros insistiam no U2, eu era um pouco mais novo e ainda curtia Beatles e Queen, mas Achtung Baby, de todos os álbuns deles, é o meu favorito. É bem exposto, eu suponho. Acho que The Edge estava se divorciando quando escreveram aquele disco e muitas das canções estavam tentando entender aquela bagunça. Mas minha música favorita do U2 é ‘Who’s Gonna Ride Your Wild Horses’ e é muito estranho porque ela tem a melhor ponte que já foi escrita – pode ter umas 32 barras! É um momento de parar o coração, é U2 vintage, ela cai com Bono fazendo sua postura rock star, e aí cresce e cresce e se lança nesse ótimo refrão. É o U2 clássico, tudo bem pretensioso. Um dos meu problemas com o U2 é que às vezes pode ter traços de poesia ruim de tempos em tempos! Eu lembro que alguém me disse, “Oh, aquele verso sobre Jesus tocar para os leprosos na sua cabeça era o melhor verso escrito em uma música pop!” Aquela foi a coisa mais idiota que já ouvi! Encontramos Steve Lillywhite quando assinamos nosso contrato, ele produziu a canção, e estávamos dizendo, “Nos fale sobre ‘Who’s Gonna Ride Your Wild Horses'” e ele disse, “Oh, não tenho nada além de memórias ruins daquela música! Nem conseguimos trabalhar nela!”

 

The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band

Acho que você poderia escolher qualquer álbum do meio para o fim do período deles, especialmente Revolver ou Rubber Soul. Esse foi descoberto quando adolescente, as história deles, a música, a sensação de um ligeiro senso de propriedade. Não gosto disso, de um jeito, porque odeio quando as pessoas acham que nossas canções como banda são delas! Mas enfim, alguém que cresceu com os Beatles tem esse senso de “Eles são meus!” Mas Sgt. Pepper’s… é alucinante quanto a quão ambicioso é e também como a energia deles deveria ter sido e a cena que eles estavam ocupando. Eu queria que isso existisse agora; infelizmente não existe. Havia um tipo de inocência naquela época que não existe agora, era uma época em que a grande música pop… você… você ainda tinha que tentar. Acho que um dos meus grandes problemas com a música hoje, com o muito da música pop que está aí, não me entenda errado, há muita música boa, mas a maioria do que a população geral escuta ou ao qual está exposta é meio estúpida ou sem alma e a música pode fazer muito mais por você como um ser humano.

Fonte: The Quietus


Comments are closed.