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Tim Rice-Oxley anuncia nova música do Keane, ‘Tear Up This Town’

Foi anunciada oficialmente hoje a mais nova música do Keane, Tear Up This Town, música que faz parte do novo filme do diretor espanhol Juan Antonio Bayona, Sete Minutos Antes da Meia-Noite, conforme o Keane Spain noticiou em primeira mão no domingo, 11.

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Tim deixou a seguinte mensagem no KM.com:

Estou feliz em contar a vocês que uma nova canção do Keane aparecerá na trilha sonora do novo filme do lendário diretor espanhol Juan Antonio Bayona, Sete Minutos Antes da Meia-Noite.

Nossa amizade e colaboração com Bayona volta a alguns anos. Ele foi a vários shows do Keane em Barcelona e eventualmente trabalhamos juntos em seu incrível (e vencedor do Q Awards!) clipe para Disconnected. Em 2014 Bayona nos pediu para escrever uma canção para Sete Minutos Para a Meia-Noite, seu filme adaptado do romance muito poderoso de Patrick Ness.

Escrever e gravar a canção foi um processo fascinante para mim. Dois anos atrás eu vi algumas das primeiras gravações em Manchester, e tivemos muitas conversas longas com Bayona desde então! Eu tive a oportunidade de passar muito tempo nos bastidores em Barcelona tentando entender o espírito da história como contada no filme, e especificamente as emoções que precisavam ser capturadas na canção. Bayona e sua equipe são extremamente apaixonados pelo que fazem, e com a ‘sensação’ do filme mudando constantemente, eu tive que trabalhar duro para encontrar o tom certo.

O resultado (depois de várias tentativas!) foi uma canção chamada Tear Up This Town. Nós a gravamos em Londres e Sussex em Janeiro, e eu fui sortudo o bastante para assistir à Orquestra Nacional Basca gravando partes para ela em San Sebastián pouco depois — um verdadeiro privilégio e uma experiência emocionante!

Foi maravilhoso estar de volta ao estúdio fazendo música juntos — espero que vocês gostem do resultado!

Tim

Tear Up This Town will estará disponível no iTunes no mundo inteiro dia 23 de setembro.

Fonte


Tom Chaplin fala de seu álbum solo ao The Sun

‘Eu tive que parar com as drogas ou perder tudo’ O antigo vocalista do Keane Tom Chaplin revela sua jornada tumultuosa que levou ao seu primeiro álbum solo The Wave depois da batalha contra o vício

O cantor chegou ao fundo do poço e diz que o álbum ‘o salvou’ e que agora está ‘na melhor forma de sua vida’ depois dea batalha contra o vício

Por Jacqui Swift

Sentado no jardim de Tom Chaplin, o cantor está descrevendo a jornada difícil e emocional que levou ao seu impressionante primeiro álbum solo, The Wave.

Ele viu o ex vocalista do Keane atingir o fundo do poço e quase perder tudo através de seu vício em drogas.

“Eu penso do álbum como o antes, durante e depois”, ele diz pensativamente. “Foi quando eu fui confrontado com a escolha de parar ou continuar e perder tudo — meu casamento, família, minha carreira —  assim como confrontar o fato de que eu poderia morrer.

Eu tive que me raspar do chão e achar uma maneira de lidar.”

Eu estou com Chaplin na casa de campo de sua família no interior na fronteira entre Kent e Sussex. Dentro de casa as paredes da cozinha estão cobertas com fotos felizes de sua família, amigos e colegas de banda, as prateleiras estão forradas com livros de receitas de alimentação saudável.

Hoje o homem de 37 anos diz que ‘”está na melhor forma de sua vida” –física e mentalmente.

Alto e elegante, mas com alguns fios bancos a mais desde a última vez em que o vi, Chaplin — tirando uma baforada ocasional em seu vaporizador — não tem mais nenhum vício. No ano passado lutas contra o vício, ansiedade e ataques de pânico alcançaram um ponto crítico.

Ele revela: “Nunca mais posso beber ou usar drogas de novo e eu aceito isso.

“Mas o resultado principal de fazer este álbum é que eu não quero mais fazê-los. No passado eu mantive as coisas e nunca quis resolver os problemas que tive desde que era um adolescente.

“Mas ao chegar perto de perder minha esposa, mina filha e minha carreira eu olhei para as coisas e resolvi problemas que não tinha resolvido por anos.

“Agora eu não acordo e quero ir para uma das bebedeiras que estavam regendo minha vida. Agora acordo e estou feliz com o que está pela frente no dia.

E é por isso que estou tão orgulhoso deste álbum, porque mostra que tenho sido honesto comigo mesmo quanto às minhas vulnerabilidades. Me permitiu começar a amar a vida novamente.”

The Wave é a primeira vez que em que ouvimos as habilidades de Chaplin na composição. No Keane ele era a voz pura e emotiva que trouxe à vida as criações do compositor Tim Rice-Oxley.

Nos primeiros dias da banda a composição era dividida entre Chaplin, Rice-Oxley e o guitarrista Dominic Scott, que deixou a banda em 2001.

Chaplin diz: “Eu tinha inveja da composição de Tim e ele tinha inveja da minha voz.

“Tornou-se aparente então que a composição dele tinha ido a um outro nível, particularmente em Hopes and Fears (o álbum de estreia de 2004 do Keane) já que essas canções são icônicas.

“Depois disso, toda vez que ouvia uma nova canção eu pensava ‘Oh Cristo, como você continua com isso?’

“Minha confiança em minhas habilidades não era tão grande e ao mesmo tempo meu cantar tinha ficado muito bom. Pareceu que tínhamos nos estabelecido nesses papéis.”

Mas mesmo quando o Keane se tornou uma das maiores bandas da Britânia em casa e no exterior, Chaplin não tinha parado de escrever ou perdido seu impulso criativo. E depois de passar um ano no [centro de reabilitação] Priory de Londres em 2006, lutando contra um vício em álcool e drogas, ele saiu e começou a escrever de novo.

Ele diz: “Algumas canções saíram na época. Elas ficaram inacabadas mas eu estava aprendendo a flexionar aquele músculo criativo de novo.

“Depois nós estávamos na estrada com o Keane e gradualmente enquanto os meses e anos passavam eu parei de fazer isso.”

Mas quando o Keane entrou em hiato em 2013, Chaplin falou publicamente de suas intenções de fazer um disco colo e foi para casa para o seu estúdio e começou a trabalhar.

“Mas”, ele confessa, “Não estava indo tão bem; Havia canções OK, mas não o bastante para um álbum. Isso me quebrou um pouco e tenho certeza que pensar que eu não era bom o suficiente contribuiu em uma pequena parte para a maneira como as coisas saíram do controle.

“Mas, realmente foram os problemas não resolvidos de quando eu era jovem.

“A coisa que me parou mesmo era que, eu não conseguia acessar a parte de mim mesmo que precisava ser acessada, para escrever canções. É um nível profundo, emocional. Voltar para a raiz dos meus problemas significava que quando eu estava em casa sozinho, eu começava com as drogas novamente.”

Chaplin admite que estar no palco na frente de milhares de fãs adoradores é “intoxicante, mas eu me perdi nisso.”

Ele acrescenta: “Não é uma realidade. Você demonstra ao mundo que é essa pessoa super segura cantando essas canções muito emocionais e absorve a admiração.

“Mas você fica tão perdido nisso que de repente fica perdido como ser humano. Ser um cantor é a defesa mais elaborada. Eu sempre pareci bem mas estava escondendo.”

Em The Wave há muitas canções poderosas que descrevem quando as coisas começaram a dar errado para Chaplin. Ele e a esposa Natalie, que ele conheceu há 13 anos e com quem casou em 2011, se tornaram pais da filha Freya em 2014.

Mas Chaplin começou a percorrer o caminho errado novamente.

Ele diz: “Assim que eu fui deixado por minha conta estava encrencado. Tinha dito a mim mesmo que iria para a academia, faria alguma composição e seria um membro honrado da sociedade. Mas por baixo estava esta vontade inconsciente de usar drogas.

“E eu não quero pintar essa foto de que eu fui algum tipo de pai ausente, mas durante 2014 depois que ela nasceu eu comecei a ir em espiral. Parei de escrever canções e as compulsões começaram a se rastejar de volta quando eu desaparecia.”

Duas das canções mais bonitas e sombrias no álbum são do “antes” do qual Chaplin fala anteriormente.

A faixa de abertura, Still Waiting inclui a letra: “Buried in the rubble there’s a boy in trouble reaching for a piece of the sky” [“Enterrado ne pedregulho há um menino encrencado alcançando um pedaço do céu”].

Chaplin explica: “É muito desolador e sou eu dizendo, ‘Eu estou preso, estou f**ido e estou de volta a esse lugar horrível de novo'”.

Depois a frágil balada de piano Worthless Words relembra uma noite crítica do “durante” quando Chaplin foi forçado a acordar para os seus problemas.
Ele acrescenta: “No começo de 2015 eu fui para uma farra poderosa. É disso de que Worthless Words se trata. Achei que estava morrendo.

“Eu estava sozinho na casa de um amigo e achei que estava tendo um infarto.

“Nat tinha se enchido de mim. Achei que ia me ajoelhar e morrer sozinho. E foi quando eu soube que tinha que mudar.

“Esse primeiro passo é tão incrivelmente difícil, admitir que você tem um problema grande. Me lembro de um dia me sentar numa mesa na minha sala de jantar com Nat e esse cara de um dos centros de reabilitação locais.

“Me sentei lá e comecei a chorar. Eu não tinha a energia ou o desejo de ficar bem.

“O cara foi muito prático. Ele disse para tentar uma hora no meu estúdio e ver como se saía. Era dar um passo e um dia de cada vez para ver como era.

“Então foi quando eu comecei a escrever o que se tornou The Wave. A primeira canção foi Hold On To Our Love, que sou eu suplicando a Nat e dizendo, ‘Por favor nós estivemos juntos por muito tempo e passamos por tanto, eu sei que coloquei você pelo espremedor, mas vamos nos segurar a essa coisa que sabemos que é especial.’

“A canção meio que saiu disso.”

Outra canção de amor é o primeiro single Quicksand, que Chaplin escreveu para sua filha pequena.

Ele diz: “Eu sabia que queria escrever uma canção para ou sobre Freya, mas nada sentimental demais ou brega.

“Eu não quero sobrecarregá-la com o quão miserável o mundo pode ser, mas quero que ela perceba que nem sempre será um mar de rosas.

“Minha própria experiência tem sido tão cheia de altos e baixos malucos e provavelmente mais extrema do que ela enfrentará.

“Mas eu quero dar a ela uma visão equilibrada de como a vida será.”

Em The Wave, o principal colaborador de Chaplin foi o produtor e compositor Matt Hales do Aqualung, que também trabalhou com Lianne La Havas, Paloma Faith e Bat For Lashes.

“Eu o conheci em LA embora ele disse que tínhamos nos encontrado antes — e me senti horrível de não conseguir lembrar”, Chaplin ri.

“Mas nós nos demos bem e é por isso que ele veio como produtor. Nós só nos sentamos e tomamos uma xícara de chá e batemos papo por mais tempo do que deveríamos.

“Havia um senso de alguma coisa dividida antes de começarmos a trabalhar de verdade em canções, o que foi importante já que no Keane nós éramos como irmãos.

“As pessoas ainda acham que houve alguma acrimônia séria, mas o Richard (o bateria do Keane Richard Hughes) veio visitar recentemente e adora o álbum então mandei uma cópia a ele.

“Eu estava com o Tim no casamento de um amigo no mês passado também. Acho apenas que chegamos a estágios diferentes de nossas vidas. Eu tive mesmo que matar a vontade de fazer meu próprio álbum — embora não tenha ainda mandado uma cópia para o Tim ou o Jesse (o guitarrista do Keane Jesse Quin)”.

Há momentos desoladores mas bonitos em The Wave mas é um álbum esperançoso e positivo sobre otimismo e defender quem você é e a vida que você tem.

The River é um número de sintetizador, que move a tristeza anterior do álbum para a pista de dança.

Chaplin acrescenta: “Eu estou tentando mesmo articular isso com o álbum. Que se você sente que está em um lugar horrível e que sua vida é uma bagunça, há uma saída.

“Não tenha medo de chorar e soltar tudo porque se você esconde isso em algum lugar isso vai sair.

“A narrativa da escuridão para a luz veio depois que as canções estavam finalizadas e percebemos que havia um arco.

Também há uma arte diferente para cada faixa no álbum então ele é muito visual e alguém disse que era muito cinematográfico por causa disso. Eu gostei dessa ideia.”

Sendo tão honesto e aberto em seu novo álbum, eu pergunto a Chaplin se ele teme algum dos comentários astutos que enfrentou quando seus problemas atingiram as manchetes pela primeira vez em 2006? “Eu acho que é um panorama diferente hoje e o que estamos falando é de uma doença mental séria.

“É tão importante que você jogue uma luz nessas coisas e remova o estigma.

“Ansiedade e vício afetam tantos então se falar ajudar, então ótimo.

“Tudo que eu sei é que sou tão sortudo de ter recebido outra chance.”

“As coisas nas quais coloquei a mim mesmo, minha família e meus amigos, física e mentalmente, não mereço nada.

“Mas eu não tenho mais medo de ser vulnerável e aprendi que se você é honesto consigo mesmo quando fica vulnerável então pode começar a amar a vida e começar a aproveitá-la novamente.

“Houve uma hora em que eu achei que morreria mas fazer esse álbum me salvou.”
Fonte


“Estrela do Keane inspira a próxima geração de músicos”

do Battle Observer (texto original aqui)

Músicos de cidades pequenas com grandes ambições têm oportunidade única para aprender com um dos melhores no mercado.

Tim Rice-Oxley, que aproveitou mundialmente seu sucesso como membro-fundador do Keane, foi nomeado no começo deste ano como o padrinho do primeiro Festival de Arte e Música de Battle.

O ganhador do Prêmio Ivor Novello cresceu na cidade, na paisagem rural de 1066 que proporcionaram muita inspiração para o som único da banda.

Agora Tim retorna às suas raízes para fornecer sessões praticamente particulares de conselho musical para oito músicos escolhidos entre 10 a 22 anos como parte do programa do festival.

Demorou um pouco para encontro acontecer e alguns sábios conselhos do mito Roger Daltrey para ajudar os meninos do Keane para encaminhá-los para o grande momento deles.

Mas dez anos depois do enorme sucesso do primeiro álbum Hopes and Fears, Tim acredita que é o momento para retribuir e ajudar os jovens múisicos a afiar seus instrumentos.

Tim conversou exclusivamente para o Battle Observer: “Eu soube desde criança que é muito difícil ter essas opiniões, especialmente de alguém que já esteve fora e em uma banda e sortudo o bastante para fazer o que fiz.”

Ele disse que o cenário musical local mudou muito desde sua infância em Battle.

Tim observou “Ali não havia praticamente nada de música ao vivo, com exceção de bandas de pub, e eu não sei de ninguém que estivesse em uma banda ou sobesse de alguém que estivesse dentro do mundo pop, escrevendo músicas de rock ou fazendo música contemporânea. E eu obviamente não sabia de ninguém que tivesse feito sucesso com isso.

Eu acho que quando você vive em uma cidade menor, é sempre mais difícil de encontrar um apoio. Mas eu acho que isso mudou ao longo dos anos, e o Festival de Battle está dando este apoio e isso é ótimo.”.

O novo Festival de Arte e Música de Battle está com uma programação eclética e farta, com shows e eventos para todas as idades e gostos.

Tim se sente que envolver os jovens envolvidos trarão energia e longevidade para este evento.

“Quando eu era criança, o Festival de Battle era uma sensação. Mas parece que ele cresceu e se transformou numa coisa grande, esclusiva.”, diz Tim e continua “Eu conheçø as pessoas que querem começar de novo, como a ideia de fazer isso de uma forma mais ampla e envolver muitos outros artistas, envolvendo jovens e ganhando vitalidade. É algo grandioso em que todos podem se envolver e é como um festival deve ser.” e acrescenta “Eu amo esta ideia de que todos podem se envolver, em teoria.”

“Se você grava uma música em um ditafone (gravador) em uma vilazinha perto de Pevensey, você pode se envolver no festival. É junto com as pessoas de todos os lugares envolvendo e sentindo o peso deste grande evento para a região.”

Conversando com o [jornal] Observer debaixo da torre da abadia de Battle, Tim revelou que que apesar da sua carreira tenha levado-o ao redor do mundo, seu coração ainda pertence a um cantinho de Sussex.

“Eu amo essa cidade. Minha mãe e meu pai vivem aqui e isso tudo faz uma grande parte da minha vida” comenta.

“Battle é um lugar inspirador. Eu acho que grande parte desta área é rica em cultura, arte, e agora é o momento de celebrar um pouco mais e fazer mais.”

“Não ter ninguém para falar sobre minhas aspirações malucas sobre música quando eu era criança, achei que seria legal passar o que aprendi para outras pessoas e fazer outras pessoas perceberem que é possível vir de uma pequena cidade como Battle e conseguir qualquer coisa”, acrescenta por fim.

Keane está em hiato no momento, mas Tim diz que espera que a banda volte a trabalhar junto em algum álbum em “algum ponto no futuro”.


Tim Rice-Oxley será patrono de festival em Battle

Os organizadores do festival Battle Arts & Music revelaram Tim Rice-Oxley do Keane como novo patrono deles.

 

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Rice-Oxley liderará o programa de incentivo a jovens músicos talentosos do festival que culminará em sessões de tutoria em Battle durante o festival em outubro desse ano.

Os organizadores estiveram discutindo com Tim por vários meses e no momento estão finalizando os planos para a iniciativa que vai oferecer assistência, conselhos e promoção a cantores, compositores e bandas emergentes.

A equipe do festival esteve ansiosa para introduzir uma sensação mais contemporânea para complementar o aspecto da música clássica do festival.

O presidente do festival David Furness disse: “Estamos felizes que Tim Rice-Oxley se juntou a nós para nos ajudar a orientar e desenvolver talento na região 1066 Country.

“Isso dá a novos músicos uma oportunidade maravilhosa de receber conselhos de um músico internacionalmente aclamado para ajudá-los a desenvolver ainda mais o talento deles.

“É um grande impulso ao festival e ajudará a focar a atenção na música contemporânea e clássica bem aqui em Battle.

“Outubro provará ser um mês fantástico para a cidade.”

Tim Rice-Oxley cresceu em Battle e formou o Keane com seus amigos de longa data, o cantor Tom Chaplin e o baterista Richard Hughes, convidando mais tarde o baixista Jesse Quin para se juntar ao batente.

Os membros da banda lembraram anteriormente como, ao contrário de hoje, Battle não tinha um cenário de música ao vivo ativa durante os primeiros estágios de suas carreiras.

Aliás Chaplin lembrou recentemente em uma entrevista como uma das poucas vezes que a banda recebeu assistência de um músico experiente foi durante um encontro casual com a lenda do rock Roger Daltry do The Who, que deu a eles um conselho rudimentar mas inestimável.

Agora a mesa virou totalmente e, como um músico internacionalmente renomado, conquistando cinco álbuns número um consecutivos com o Keane, é a vez de Tim Rice-Oxley de aconselhar e orientar jovens músicos.

Como compositor do Keane vencedor do Ivor Novello, as letras de Rice-Oxley há muito têm sido inspiradas no crescimento em e ao redor de Battle.

Strangeland, o álbum número um de 2012 do Keane, menciona muitos lugares e espaços em Battle, Bexhill e Hastings que se tornaram marcos locais atraindo visitantes nacionais e internacionais às cidades.

Tim Rice-Oxey está feliz em estar envolvido com a iniciativa de tutoria do Festival de Battle e disse: “Estou incrivelmente empolgado de ter uma oportunidade de trabalhar de perto com alguns dos jovens músicos na minha cidade.

Foi extremamente sortudo de ter passado muito tempo escrevendo, gravando e tocando ao vivo, e espero ter aprendido uma ou duas coisas que serão úteis aos músicos promissores com quem trabalharei.

Eu sei por experiência o quão importante é ajudar um ao outro como músicos, o quão útil é ter um bom ouvinte para ideias, e o quão difícil pode ser conseguir opiniões sinceras e conselhos específicos.

É um privilégio poder contribuir com algo com o qual me sinto tão apaixonado, na cidade que foi uma parte tão grande da minha vida e da música do Keane.”

O próximo concerto do Festival Battle Arts & Music é um concerto de verão no sábado, 19 de julho.

Entitulado ‘Seasons: Vivaldi meets Piazzolla’, o programa funde dance e tango com a música emocionante de Antonio Vivaldi.

O concerto inclui performances de Inverno das Quatro Estações de Vivaldi junto com Verão de As Quatro Estações de Buenos Aires do grande compositor de tango Astor Piazzolla.

Os músicos incluem Patrick Savage, ex-primeiro violino principal com a Orquestra Filarmônica Real, e Daniel Bhattacharya que atualmente lidera O Fantasma da Ópera no West End de Londres.

Ingressos e maiores informações estão disponíveis no site do festival www.BattleFestival.co.uk.

Fonte: Rye & Battle Observer


Vencedora do Concurso Cultural Perfect Symmetry!

Parabéns Débora!!! =D

Sua frase foi escolhida como vencedora na nossa promoção!

Vamos entrar em contato para realizar a entrega.

Parabéns!
Desenho sem título (1)


Concurso Perfect Symmetry: 5 anos da Tour – Keane Brasil

Queridos amigos,

Para comemorarmos os 5 anos da Tour de Perfect Symmetry aqui no Brasil vamos sortear uma versão Deluxe desta maravilhosa obra. 😉

Você tem até o dia 21 de março de 2014 para responder! Dá tempo hein?

Para participar é bem simples, você tem que responder em até 350 caracteres (toques) a pergunta que formulamos aqui embaixo:

Lembre-se de preencher tudo direitinho.

Ah, vale só uma frase por pessoa e você tem que morar no Brasil. Ok?

Equipe Keane Brasil.


Mensagem de Natal do Site Oficial

Queridos amigos,

Este foi um ano maravilhoso para o Keane. Começando com a nossa, provavelmente, turnê mais agradável de todas nos Estados Unidos  – que envolveram alguns inesquecíveis dias de folga, como esquiar no Lago Tahoe e um tour privado na NASA em Houston – e terminando algumas músicas do The Best Of Keane e vendo a Lily [Allen] levar Somewhere Only We Know em primeiro lugar das paradas durante semanas. Durante o ano também rolou a maravilhosa turnê na América do Sul, alguns festivais lindos na Europa, e alguns bons momentos no estúdio. Nós ainda tivemos a chance de gravar com nosso guitarrista original e velho amigo Dominic, para finalmente tocar em Tunbridge Wells Forum, e levar tudo para casa tocando em um show pequenininho na velha cidade de Battle… apenas para citar alguns momentos mágicos.

Como sempre, tudo que conseguimos fazer foi apoiado e encorajado por nossos incríveis, generosos e incansáveis fãs onde quer que eles estejam no mundo. Nós nunca vamos parar de agradecer o que vocês fizeram por nós – as coisas que nos disseram após os shows, as cartas que nos entregaram quando chegávamos em países novos, o jeito que vocês cantavam conosco enquanto tocávamos do fundo do nosso peito, e ocasionalmente rindo conosco quando fazíamos besteiras…! A maneira que vocês levam nossas músicas para dentro dos seus corações e vidas é realmente a melhor coisa de estar nessa banda. Nós nos sentimos incrívelmente sortudos.

Feliz Natal a todos, e desejamos um 2014 GENIAL!

Com muito amor,
Tim, Tom, Richard and Jesse
Original: http://www.keanemusic.com/archive-comment.php?id=3790#SaPOJCtpfLhbO4sa.99


Keane lança novo single ‘Won’t Be Broken’ em 14 de janeiro de 2014

Para comemorar dez anos incríveis de sucesso, o Keane lançou ” The Best Of Keane ‘ no dia 11 de novembro de 2013, que viu o álbum o se tornar disco de ouro e o ‘Best Of’ mais vendido neste Natal. ‘The Best Of Keane ‘ entrou nas paradas do Reino Unido na posição 10 e foi número 10 nas lojas do iTunes de 23 países.

Ele foi seguido por single número ‘ de seu hit de 2004 ” Somewhere Only We Know “, cantado por Lily Allen para o comercial de Natal de John Lewis deste ano . “Somewhere Only We Know ” apareceu originalmente no álbum de estreia de 5 milhões de vendas ‘Hopes and Fears’ , que se tornou o primeiro de seus cinco lançamentos de álbuns consecutivos a alcançar o primeiro lugar.

O segundo single e nova música do “The Best Of Keane” é “Won’t Be Broken” e será lançado no dia 20 de janeiro de 2014. “Won’t Be Broken” é uma canção levada pelo piano emocionalmente honesto sobre lutar contra tempos difíceis com determinação e esperança.

‘The Best of Keane’ inclui 18 favoritos dos fãs escolhidos pela banda de seus cinco consecutivos álbuns número 1 no Reino Unido “Hopes and Fears” (2004), “Under The Iron Sea” (2006), “Perfect Symmetry” (2008), o EP “Night Train EP”‘ (2010), “Strangeland” (2012), ao lado de duas novas canções poderosas , “Higher Than The Sun” e “Won’t Be Broken” . A versão deluxe do álbum também incluirá uma coleção de B-sides excepcionalmente fortes da banda. A edição super deluxe contém os dois discos da edição de luxo (The Best Of e lados B) e um DVD exclusivo de um show acústico especial, para o qual o set list foi escolhido pelos fãs do Keane.

A campanha ‘The Best Of Keane’ viu o novo single ” Higher Than The Sun’ entrar na lista A da Radio 2 e a banda tocar um show no Teatro Goya , em Berlim , que foi transmitido ao vivo em cinemas de todo o mundo .

O Keane já vendeu mais de 11 milhões de álbuns; ganhou dois Brit Awards, 4 Q Awards e um Ivor Novello e capturou os corações de uma base de fãs verdadeiramente global ao tocar mais de 700 shows em mais de 40 países no mundo todo. Em maio de 2008, Hopes and Fears e Under the Iron Sea foram votados pelos leitores da revista Q como os melhores álbuns britânicos de todos os tempos; Keane , The Beatles, Oasis e Radiohead foram os únicos artistas musicais a ter dois álbuns no top 20. No início deste ano , o álbum de estreia de 2004, Hopes and Fears , foi eleito o segundo álbum favorito de todos os tempos pelos ouvintes da Radio 2. Ao longo da sua carreira, o Keane adotou a tecnologia continuamente, tornando-se a primeira banda a lançar músicas em pen drives e a primeira a transmitir uma apresentação ao vivo em 3D. Eles também colaboraram com todos, de Irvine Welsh a Bret Easton Ellis a Lily Allen a William Boyd e mais recentemente J.A. Bayona e Sergio G Sanchez.

Tracklisting:

1. Everybody’s Changing
2. Somewhere Only We Know
3. Bend and Break
4. Bedshaped
5. This Is The Last Time
6. Atlantic
7. Is It Any Wonder?
8. Nothing In My Way
9. Hamburg Song
10. Crystal Ball
11. A Bad Dream
12. Try Again
13. Spiralling
14. Perfect Symmetry
15. My Shadow
16. Silenced By The Night
17. Disconnected
18. Sovereign Light Café
19. Higher Than the Sun
20. Won’t Be Broken

Fonte: AltSounds


Tom Chaplin fala de seu álbum solo ao Daily Record

Tom Chaplin, vocalista do Keane, fala como o álbum solo de estreia tem inspiração na batalha contra seus demônios.

Enquanto Tom Chaplin se prepara para colocar sua banda de milhões de vendas em banho-maria para focar em uma carreira solo, ele revela que seu álbum de estreia é baseado em sua recuperação dos vícios em álcool e drogas.

Ele se viciou em bebidas e drogas enquanto lutava para lidar com a fama e acabou na reabilitação.

Agora o vocalista do Keane Tom Chaplin está se preparando para mapear seus acidente, queimadura e recuperação públicos escrevendo o lançamento de seu primeiro disco solo – um auto-proclamado “manual de recuperação”.

Como cantor principal na séria e prolífica roupa de escola pública, o esquio de 34 anos nunca se ajustou aos estereótipos sexo, drogas e rock ‘n’ roll da indústria musical.

Alguns céticos desesperados resmungaram que a admissão do vício e a temporada na reabilitação que ganharam as manchetes foram uma tentativa cínica de acrescentar um traço de garoto mau à imagem sensível, educada e de grande irmão de sua banda.

Agora, enquanto se prepara para colocar sua banda de vários milhões de vendas na geladeira, este vocalista relutante está se preparando para se sentar no holofote e contar sua história de recuperação em suas próprias palavras.

Ele disse: “Você chega aos 30 anos e tem uma perspectiva diferente da vida. Me tornei mais reflexivo e realista, mais acolhedor, todo esse tipo de coisa.

No momento, sinto que vivenciei muito em um curto espaço de tempo.

“Tem sido uma existência intensa e estive em lugares muito sombrios, assim como em muito altos e tudo mais no meio.

“Estar do outro lado disso e se sentir sereno e calmo como ser humano, bem, é interessante refletir nessa coisa toda.

“A maioria das canções que estou escrevendo parecem ser agora meu próprio manual de como passar por isso. É tipo o que me interessa. Não sei se vai interessar a mais alguém.”

As chances são de que ele interessará.

Em seu papel como vocalista do Keane – uma banda formada por seus colegas de escola de East Sussex, Tim Rice-Oxley (compositor principal e pianista) and o baterista Richard Hughes – “mais alguém” esteve suficientemente interessado em sua produção para mandar cada um de seus quatro discos para o topo das paradas. O recém-lançado Best Of se abrigou no número um, também.

Com a canção Somewhere Only We Know tendo sido ungida como a trilha sonora do influente comercial de Natal para John Lewis, a música e as letras deles estão no topo das paradas de singles, também, cortesia da versão sussurrada de Lily Allen.

É difícil aferir se toda essa conversa de serenidade é pensamento positivo ou um estado divino em uma entrevista de 20 minutos, organizada por trás de uma apresentação acústica como parte das comemorações do 40º aniversário da [rádio escocesa] Clyde 1.

Mas quando ele se senta no salão de arte francesa do Museu Kelvingrove de Glasgow, à frente de uma apresentação acústica íntima, o cantor aparece revigorado e magro. O cabelo é curto e tem um topete casual, o rosto uma vez pastoso está fino e angular.

Ele ri e sorry, um contraste completo com nosso último encontro em um hotel em Inverness nove anos atrás, quando, com seus colegas de banda, estava entediado e relutante em conversar.

Uma grande transação aconteceu desde então, nem toda ela boa. Quando ele fala sobre os dias sombrios, o faz sem ser tido tempo para ser suavizado com perguntas mais gentis.

Ele disse: “Uma coisa que descobri é que parte do que me levou a ser cantor, me colocar nesse lugar, é ter uma natureza extrema. Adoro um bom ~agito~ – em qualquer forma que tiver – e o outro lado disso, como qualquer um sabe, são as grandes quedas também.

Isso está em minha natureza e teria estado quer eu estivesse em uma banda ou não. E é aprender a lidar com a parte extrema de mim que provavelmente tem sido até agora um dos maiores obstáculos na vida.”

Em Inverness, pré-reabilitação, ele falou de seu amor pelo trabalho do cantor e compositor americano/canadense Rufus Wainwright e o álbum Want One, lançado em 2003. O próprio Wainwright é um viciado em recuperação, tendo sido viciado em metanfetamina.

“Adorei a honestidade naquele álbum,” Tom disse.

“Para mim soou como se fosse metade escrito em um estupor de drogas e metade como se ele estivesse saindo disso. Uma verdadeira viagem de auto-descoberta.

“Eu achei aquele lado disso muito interessante e é algo com o qual posso obviamente me identificar.

“Durante os anos, fiz muita pesquisa por dentro.

“Tentando descobrir que eu sou, o que me faz feliz ou como navegar pela vida sem fazer dela um desastre.

“Estou inspirado por esse caráter, essa filosofia. As canções que estou escrevendo são diretas e examinam a consciência.”

Muito foi feito da amizade de infância entre Richard, Tim e Tom desde que se revelaram com pesos pesados do piano sentimentais como Somewhere Only We Know e Everybody’ Changing, todos vendidos com a formidável habilidade vocal de Tom.

Alguns podem dizer que estar cercado de dois de seus melhores amigos ao enfrentar a tortura do vício significaria que uma rede de apoio aparafusada sempre estava à mão. Não necessariamente.

“Se você é um negócio e alguém está agindo, há coisas no lugar para lidar com isso,” Tom disse.

“Mas quando é uma combinação de amizade, quase família, e o elemento do negócio que você também precisa para ser bom em ser bem sucedido, então pode ser muito difícil de lidar com isso sem confrontar um com o outro.

“Acho que provavelmente aprendemos a fazer isso muito melhor.

“As coisas costumavam a borbulhar por baixo da superfície.

“Todos nós éramos muito estranhos às nossas próprias maneiras.

“Nós chamamos uns aos outros em coisas diferentes.

“Às vezes eu queria que tivéssemos aquela habilidade que Noel e Liam têm,” ele disse, quando perguntado se alguma vez já chegou às vias de fato.

“Mas aí, talvez não tenha funcionado muito bem para eles.

“Conheço muitas bandas que chegaram às vias de fato, mas somos muito mais passivo-agressivos do que isso.” Seu vício esses dias, ele diz, é o golfe. E seu objetivo final é jogar fora do zero.

“Talvez seja um objetivo absurdo,” ele disse, rindo. “Mas não estou muito longe. Foi muito bom pra mim ter essa obsessão que não faça mal à saúde.”

Uma dieta de baixo índice glicêmico está por trás de sua aparência mais magra, e a ambição de estar mais em forma aos 40 do que a qualquer outra época de sua vida.

“Eu estou chegando lá,” ele disse. “Sempre fui consciente de mim mesmo e suponho que está é só uma parte clássica de quem sou. Querer me colocar lá e ser bem sucedido o olho público, enquanto sento também intensamente tímido e odiando análise minuciosa.

“Passar por isso quando você não se sente confortável em sua própria pele já ocorreu por tempo suficiente.

“Dei ao meu corpo uma verdadeira surra, então é bom cuidar dele por um tempo dar alguma coisa de volta a ele no fim.”

Fonte: Daily Record


Os álbuns favoritos de Tom Chaplin, do Keane – The Quietus

Após o lançamento de seus maiores sucessos semana passada, o cantor e guitarrista da banda seleciona o melhor de sua coleção de discos

Yohann Koshy, 19/11/2013

Quase toda entrevista com o Keane deve começar com alguma torcida de mãos. O entrevistador se sente compelido a informar o leitor que ele ou ela acha o Keane um prazer culpado ou um real desprazer. Há então o conhecimento compulsório das raízes socioeconômicas da banda (uma alegoria jornalística desde que usurpada por entrevistas com Mumford & Sons) e como isso é para o descrédito ou irrelevância da banda. Toda a indiferença ou veneno jornalístico, no entanto, acaba sendo bastante redundante e chato. E nada foi feito para deter a trajetória deles que, desde o lançamento do álbum de estreia vencedor do Brit Awards Hopes and Fears em 2004, deixou para trás os solitários e frustrados críticos de música e entrou na estratosfera.

Hopes and Fears se tornaria o nono álbum mais vendido do século XXI no Reino Unido com seu sucessor de 2006, Under The Iron Sea, alcançando o disco de platina duplo e o Top 5 das paradas da Billboard americana. Canções como ‘Somewhere Only We Know’ impressionaram a consciência do público como poucas bandas pop, exceto talvez Coldplay, e os projetos recentes como o EP Night Train também mostraram a disposição da banda em experimentar com seu estilo, envolvendo colaborações com vocalistas como K’naan e Tigarah.

É oportuno, então, que quase uma década depois e com um hiato em potencial no horizonte, o Keane esteja lançando The Best Of Keane. Em uma sala de reunião extravagante na sede do Facebook em Convent Garden antecipando o lançamento do álbum, o vocalista do Keane Tom Chaplin coloca uma luz nos seus treze álbuns favoritos, com a foto que emerge sendo a de um músico reflexivo que valoriza o lirismo sincero e perspicaz acima de tudo com sua seleção de clássicos bem escritos.

 

 

Gomez – Bring It On

Foi lançado em 1998 quando eu tinha uns 17 anos. Minha coleção de discos naquele momento era principalmente composta de U2, Radiohead, Beatles, Smiths. Eu não tinha sido um jovem indie nesse senso de ir ver bandas e fazer parte desse tipo de mundo, porque quando todos nós crescemos como banda, não havia nenhuma cena musical! Então passamos nosso tempo fazendo música, nunca íamos ver muito. Gomez é uma dessas bandas indie universitárias genuínas. É um álbum muito inventivo para uma banda nova com o qual se lançar na cena. Adorei o fato de haver dois cantores com vozes tão contrastantes. Todas as canções são ótimas, ‘Here Comes The Breeze’, ‘Tijuana Lady’… ele combinou com onde eu estava naquela época, saindo da escola, fumando maconha pela primeira vez e experimentando drogas. O álbum tem esse senso de abandono juvenil. Você pode dizer que eles não tinham medo; talvez foi isso que os impediu de continuar no fim. Eu sempre penso que Gomez deveria ter sido uma banda muito mais importante. Me lembro de estar na Universidade em Edinburgo, peguei o Expresso Nacional para Londres uma noite, foi tão incômodo, saía em cada parada e estava ficando chapaddo com essa erva muito forte e volta, e tinha um velho Discman de verdade, e ficava só ouvindo esse álbum do Gomez, acordado a noite inteira. Cheguei em Londres, cheio de energia e falei, “Temos que ser inventivos assim!”

 

Radiohead – OK Computer

Bem, tudo foi dito sobre ele, não foi? Novamente, foi na mesma época de Bring It On. Fui para a África do Sul por um ano sabático para trabalhar em uma escola. Foi assim que eu comecei a fumar erva, foi empolgante, e não havia responsabilidades na vida. Eu lembro que não tínhamos um sistema de música lá, não tínhamos dinheiro e um amigo meu comprou um toca-fitas, de porta única, com alto-falantes horríveis, mas eu tinha copiado uma fita de OK Computer antes de partir! Acho que não toquei nenhum outro álbum por um ano, ele estava em rotação permanente. O que eu achei tão constrangedor nele é que você não consegue ouvir nada do que esse cara está cantando! Ele tem essa maneira arrastada em cada canção e foi um ataque ao cérebro em termos de produção e instrumentação e tudo estava saindo desse toca-fitas terrível na África do Sul! Achei que tinha descoberto o que achei que as letras eram e, grandemente, muitas delas estavam erradas, mas eu não tinha o livrinho, estão não sabia! Só me lembro dessa neblina de me apaixonar completamente pelo som desse álbum e o que eu achei que eram as palavras. Eles resumiras o que muita gente sentia naquela época, a alienação e o medo de um mundo mudando rapidamente, toda a coisa pré-milênio. Resumiu o mundo que eu ocupava. É por isso que ele ainda é o maior álbum que eu acho que foi lançado na minha vida; eles eram uma banda que, naquele ponto, alcançaram o ápice da composição, e [Thom Yorke] nunca chegou lá até onde eu sei. Eles ainda eram jovens o bastante para ter aquela qualidade punk mas velhos o bastante para ter aquelas baladas que te fazem se sentir bem frio como ‘Lucky’ e ‘No Surprises’. Na época, todos nós estávamos desesperados para ser Radiohead, todos tinham os mesmos equipamentos e as mesmas guitarras! Só que eu não consigo mais ouvi-lo – como uma banda, se você é influenciado demais por uma coisa, como nós fomos, isso pode te reprimir.

 

Beck – Sea Change

Quando assinamos nosso contrato na América, foi uma hora muito emocionante e me lembro de ir para lá e, naquele ponto, eles estavam basicamente fazendo tudo para nos contratar! Fomos para a Interscope Records. Não tínhamos dinheiro naquele ponto, estávamos lutando como músicos e uma mulher abriu esse tipo de armário que estava cheio de todo álbum que a Interscope tinha lançado e o que ela escolheu foi Sea Change, dizendo, “Vocês deviam ouvir este, acabou de sair”. Nunca tinha me interessado muito pelo Beck, tinha achado meio que artificial mas ele mudou completamente minha perspectiva dele. Foi bem quando eu conheci minha namorada na época, que agora é minha esposa. Sea Change é um álbum de separação mas nos apaixonamos com esse álbum de separação, foi nossa trilha sonora em nossas viagens de carro naquela época. Foi realmente peculiar; normalmente um álbum reflete onde você está na hora e toda vez que ouço as canções dele, sou transportado de volta a essa época muito feliz quando estávamos ficando juntos. É o que eu gosto nele, porque é tão despido, do que eu me lembro ele escreveu bem depois de se separar de sua parceira de longa data. Tentar transmitir a angústia de um término tão bagunçado de um jeito tão direto, fiquei impressionado com isso.

 

The Divine Comedy – Absent Friends

Neil Hannon, para mim, é o maior compositor vivo que temos, tirando Paul McCartney provavelmente. Acho que o cara é um gênio absoluto. Liricamente, ele é um mestre completo. A atenção ao detalhe é extraordinário. Absent Friends começa com uma grande canção que lista todas as suas inspirações e então tem ‘Leaving Today’ com o qual posso me referir; é uma canção sobre como ele acorda e sua namorada está se agarrando nele como o orvalho da manhã, dizendo, “Don’t go, don’t go off again [“Não vá, não saia de novo”]”… é esse tipo de canção que derrete corações sobre como ele tem que se levantar, pegar um táxi e se mandar. ‘Our Mutual Friend’ é provavelmente a melhor história que já ouvi em seis minutos. Com essa canção, é uma canção pop perfeita, perguntamos sobre ela a Neil, quando ele veio fazer algo com o Keane alguns anos atrás. Tim [Rice-Oxley, tecladista do Keane] perguntou a ele, “O que há com ‘Our Mutual Friend’, por que ela não poderia ter sido um single?” Ele disse, “Não consegui cortá-la a canção para deixá-la mais curta para a rádio.” E isso ilustra aquela coisa que é tão chata, que a atenção das pessoas só dura três minutos e você não pode deixar nada mais longo do que isso no rádio, a não ser que seja ‘Bohemian Rhapsody’. Me irrita muito que uma canção como ‘Our Mutual Friend’ nunca achará seu lugar embora mereça. Acho que o mesmo pode ser dito da maior parte das composições de Neil, se a música pop fosse uma busca mais intelectual, o que talvez seja uma contradição em termos, mas se fosse, então Neil seria louvado como o Rei.

 

Ron Sexsmith – Retriever

Ele é uma dessas pessoas que, uma vez que você curta, é muito difícil escutar qualquer outra coisa por um tempo. Costumava ouvir o nome, e as pessoas o recomendavam mas assim que consegui ouvi-lo foi como achar um tesouro com todos esses álbuns incríveis. Retriver é provavelmente meu favorito, suas letras são tão conversativas, elas refletem a vida cotidiana, a dificuldade de navegá-la, tão perfeitamente. Nos encontramos há alguns anos, ele é um verdadeiro herói meu, mas acho que ele está acostumado com muitas pessoas, tem muito mais sucesso e é muito mais louvado do que jamais serei, pessoas como Macca, Chris Martin, Elvis Costello, vindo e o elogiando. Ele é um pouco artista dos artistas de um jeito. Então eu tive a sensação de que ele pensou, “Ah ótimo, outra pessoa numa banda que gosta de mim mas por que a maioria do público não gosta de mim!” Eu não mesmo não entendo isso. Talvez esse seja o problema, ele tem um som direto, quase rock de bar no que ele faz, talvez isso desagrade as pessoas, mas tem mais camadas e é mais intrincado. Isso, para mim, é muitas vezes a marca de um grande compositor quando você se ilude em pensar que as canções são simples ou superficiais mas quando você as ouve de verdade, percebe que está articulando algo muito mais profundo. Aliás isso me lembra, quando eu finalmente gostei dele, foi porque fui ao Glastonbury há uns cinco ou seis anos como apostador. Eu tive uma época de merda, foi um tempo complicado na minha vida, eu tinha que ficar indo para a embaixada americana para fazer esses exames de sangue e urina para tentar ir aos Estados Unidos, porque saiu na imprensa que eu tinha tido alguns problemas com álcool e drogas e o embaixador americano tinha dito, “você não vai”. Lembro que me senti tão angustiado e me virei para o Glastonbury e entrei nessa tenda e ele tocou uma canção chamada “All In Good Time”, ela fala de como o que você considera ser uma grande coisa é insignificante quando você olha para trás em retrospectiva. Ouvi essa canção pela primeira vez e foi tão ressoante e potente naquele momento específico, que era como, “Uau, é exatamente onde estou”. Foi como se ele estivesse me dizendo, “Não se preocupe, vai ficar tudo bem!”.

 

The Blue Nile – Hats

Um dos maiores presentes que já recebi foi quando alguém me disse para ver Blue Nile. É extraordinário, eles são uma banda tão ótima. E você se sente parte de um pequeno clube uma vez que conheça a música deles. Eles não são mencionados muitas vezes, mas lembro que Guy Garvey os mencionou quando ele estava recebendo um prêmio pelo Elbow e é tipo, você está procurando alguém que conheça a música deles e quando encontra você tem um ponto de partida imediato. Hats tem aquele elemento emocional. Tem uma canção chamada ‘The Downtown Lights’ – tenho que ser cuidadoso para não dizer que toda canção que menciono aqui é a melhor que já ouvi, mas ‘The Downtown Lights’ certamente está lá. O que eu gosto na composição de Paul Buchanan é que as canções dele são atmosféricas ou são meio análogas. Elas não necessariamente descrevem situações muito diretamente mas ele as molda de um jeito diferente. ‘The Downtown Lights’ é um ótimo exemplo, acho que está dizendo que ele quer companhia e que o mundo das luzes do centro da cidade e das ruas movimentadas e todo esse tipo de coisa é uma representação do que é quando ele está com quem quer que esteja tentando descrever na história da canção. Moldar uma canção de amor assim é muito interessante. A produção é interessante com elas também – às vezes me pergunto por que as pessoas são repelidas por coisas assim. Especialmente o material dos anos 80, pode ter muitos sintetizadores e quase, é quase, super meio de estrada! Há algo nisso que pode ser muito óbvio, mas uma vez que você ouve, é o maior presente porque as letras são tão sutis e nuançadas. É algo que eu volto a visitar quando estou em um estado de espírito reflexivo ou nostálgico.

 

Nick Drake – Pink Moon

Eu me interessei por ele há muito tempo; novamente, na época em que estava indo para a universidade. Acho que tinha uma coleção que saiu na época chamada Way To Blue. Lembro que gostei muito dela mas talvez eu fosse jovem demais para isso na época. Só alguns anos mais tarde que voltei a ela e todos eles são gênios. Não há nenhuma música ruim naqueles discos mas eu particularmente me interessei pela história dele. É tão triste, você quer voltar no tempo e tentar mudá-la. Devia ter sido tão frustrante para ele elaborar essas… Acho que ninguém soa como Nick Drake e eu fico furioso quando as pessoas dizem que ele é um tipo de músico folk porque acho que isso é besteira. [risos] Bem, talvez não seja besteira porque ele vem de uma tradição de canções que têm um tipo de influência folk no jeito que são tocadas, e o uso do mundo natural com histórias tiradas da sociedade moderna, acho que é meio folk, mas para mim é um pouco mais, me atrevo a dizer, um pouco mais especial do que isso.

 

David Bowie – Hunky Dory

O primeiro álbum do Bowie no qual me interessei e ainda meu favorito porque tem tantas canções boas. É um álbum bem longo, e ele foi para lugares tão diferentes depois, mas aquele tipo de versão dele é a única com a qual posso me identificar mais. É quase como um maiores sucessos em si mesmo com um número inacreditável que clássicos de verdade nele! Uma das minhas favoritas é ‘Kooks’, que é sobre ter uma criança e ser um casal de pais excêntricos e alternativos e se perguntar como você vai trazer isso.

 

Röyksopp – Melody A.M.

Foram ótimos tempos, eu estava morando em Londres. Na verdade, eu provavelmente deveria modificar isso. Foram tempos de merda, mas houve um ou dois ótimos momentos, teria sido 2001, morando em Londres, sem dinheiro. Eu estava em empregos temporários de merda em escritórios, digitando números em computadores, era de destruir a alma e, durante as noites, nós ensaiávamos mas eu vivia para o fim de semana. Lembro que aquele álbum saiu e não tinha tido nenhum álbum que tinha saído que me pegou que tinha a combinação de serem canções verdadeiras com os quais você podia dançar, quase como dançar house music. Naquela época, eu estava tomando muito ecstasy e todo fim de semana eu tomava umas duas pílulas e ia dançar. Aquele álbum foi uma companhia perfeita para aqueles tempos. Me lembro de ir vê-los no meu aniversário no Astoria ou algum lugar assim, e me divertir imoralmente. Nesses dias não tenho não a energia para sair para dançar, mas adorei isso, foi verdadeiramente brilhante. Para mim ainda é o maior álbum de dança que eu conheço.

 

Rufus Wainwright – Want One

É engraçada, essa lista, eu já conheci muitas pessoas que escolhi! Rufus entrou em turnê conosco em 2003, foi a primeira vez que tínhamos entrado em um ônibus de turnê e os primeiros iPods tinham saído. Tim tinha um iPod, e eu o vi, liguei e o álbum que estava ouvindo era Want One e fiquei completamente impressionado. Ele soa um pouco como Radiohead-faz-música-clássica, particularmente nesse álbum. Me lembro de dizer a ele que ele soa muito como Radiohead e ele disse, “Sério?”, acho que ele nem conhecia a música deles. O álbum foi escrito, eu acho, durante a época em que deixou de ser viciado em metanfetamina. Quero dizer ela o deixou cego e tal, foi muito sério. Então o álbum conta esta história, com uma linda composição, e não sei se ele já chegou perto desse álbum de novo em termos de composição, é um disco fenomenal. E eu gosto de arranjos orquestrais se são bem feitos, ou então pode soar como Il Divo ou algo assim mas ele fez isso muito bem, misturando pop e música clássica.

 

Carole King – Tapestry

Comecei a escrever muitas canções recentemente; eu sempre escrevi mas coloquei minha composição em hiato porque Tim é um ótimo compositor para o Keane e eu acho que me senti esvaziado por quão bom ele era, mas recentemente voltei a isso. Carole King, não sei por que, mas algo na maneira como ela fala de seu mundo emocional, acho muito cativante. É romântico, de um jeito, em um senso mais amplo, e lindamente trabalhada. Toda vez que me sento e tento escrever uma canção, eu a tenho em algum lugar na minha mente. As ótimas faixas têm um senso real de precisão, não há espaço morto, você sabe que cada pedaço está lá por um motivo. Eu gosto de ‘So Far Away’; cresci em uma cidadezinha e sempre achei chato, embora eu mesmo fizesse isso, que as pessoas iam embora! Porque elas sentiam que era isso o que tinham que fazer – não estou irritado com eles, estou irritado que este seja o jeito do mundo, você tem que deixar suas raízes. Suponho que fiz a mesma coisa, é uma necessidade da sociedade moderna, mas me frustra. Costumava me sentar pensando, “Onde estão todos os meus velhos amigos que moravam na rua de baixo?” E essa canção, seu anseio melancólico para que as pessoas fiquem paradas em um mundo que está crescendo muito rápido. É um álbum atemporal.

 

U2 – Achtung Baby

Eu nunca fui um grande fã do U2 para dizer a verdade! Os outros, especialmente Dominic [Scott] que saiu antes de conseguirmos um contrato, eram grandes fãs. Ele era um ótimo guitarrista – acho que o Keane seria um animal muito diferente se Dominic tivesse ficado conosco, ele é um guitarrista brilhante. Ele basicamente tocava um pouco como The Edge encontra Jonny Greenwood. E os outros insistiam no U2, eu era um pouco mais novo e ainda curtia Beatles e Queen, mas Achtung Baby, de todos os álbuns deles, é o meu favorito. É bem exposto, eu suponho. Acho que The Edge estava se divorciando quando escreveram aquele disco e muitas das canções estavam tentando entender aquela bagunça. Mas minha música favorita do U2 é ‘Who’s Gonna Ride Your Wild Horses’ e é muito estranho porque ela tem a melhor ponte que já foi escrita – pode ter umas 32 barras! É um momento de parar o coração, é U2 vintage, ela cai com Bono fazendo sua postura rock star, e aí cresce e cresce e se lança nesse ótimo refrão. É o U2 clássico, tudo bem pretensioso. Um dos meu problemas com o U2 é que às vezes pode ter traços de poesia ruim de tempos em tempos! Eu lembro que alguém me disse, “Oh, aquele verso sobre Jesus tocar para os leprosos na sua cabeça era o melhor verso escrito em uma música pop!” Aquela foi a coisa mais idiota que já ouvi! Encontramos Steve Lillywhite quando assinamos nosso contrato, ele produziu a canção, e estávamos dizendo, “Nos fale sobre ‘Who’s Gonna Ride Your Wild Horses'” e ele disse, “Oh, não tenho nada além de memórias ruins daquela música! Nem conseguimos trabalhar nela!”

 

The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band

Acho que você poderia escolher qualquer álbum do meio para o fim do período deles, especialmente Revolver ou Rubber Soul. Esse foi descoberto quando adolescente, as história deles, a música, a sensação de um ligeiro senso de propriedade. Não gosto disso, de um jeito, porque odeio quando as pessoas acham que nossas canções como banda são delas! Mas enfim, alguém que cresceu com os Beatles tem esse senso de “Eles são meus!” Mas Sgt. Pepper’s… é alucinante quanto a quão ambicioso é e também como a energia deles deveria ter sido e a cena que eles estavam ocupando. Eu queria que isso existisse agora; infelizmente não existe. Havia um tipo de inocência naquela época que não existe agora, era uma época em que a grande música pop… você… você ainda tinha que tentar. Acho que um dos meus grandes problemas com a música hoje, com o muito da música pop que está aí, não me entenda errado, há muita música boa, mas a maioria do que a população geral escuta ou ao qual está exposta é meio estúpida ou sem alma e a música pode fazer muito mais por você como um ser humano.

Fonte: The Quietus


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