Entrevista com Tom - Parte Um
Com o Keane indo para o Japão pra começar a turnê no Extremo Oriente no festival Summersonic amanhã, o KM ligou para Tom no aeroporto para um papo...
Olá, Tom, como vai?
Vou bem, obrigado. No momento estou comendo um pretzel no saguão do aeroporto Heathrow. Também estive no balcão de frutos do mar.
Os balcões de frutos do mar de aeroportos podem ser confiáveis? Um avião seria um lugar ruim para ter uma dor de barriga.
Bom, minha teoria é que deve ser tudo fresco. Se tivessem problemas constantes com pessoas ficando doentes nos voos, provavelmente fechariam. Mas estava muito bom.
Então, vocês estão indo para o Japão.
Sim, estamos. Via Seul.
Você acabou de tirar duas semanas de folga. Como foi?
Ótimo. E 'como foi?' é um jeito apropriado de perguntar, porque como a maioria das pessoas sabe, eu sou um grande fã de críquete, e eu gostei do fato de que havia cinco dias de treino no meio da minha folga. Parei em casa e assiti pela TV. Foi uma boa performance da Inglaterra, novamente.
Está se formando bem para o Ashes.
Bem, minha predição ainda é que vamos vencer, de um jeito ou de outro. Aliás, do jeito que o tempo tem estado, no restante provavelmente vai chover, e no caso vamos vencer! Aliás, Beth estava dizendo que que o tempo não tem estado melhor no Japão.
Você fez algo mais compensador na sua folga do que...
...ficar sentado assistindo TV? Na verdade sim, falando em críquete, [o jogador da Inglaterra] Andrew Flintoff teve um grande lançamento para sua instituição de caridade e perguntou se eu gostaria de ir e tocar algumas canções nele. Parecia uma grande chance de sair com alguns dos meus heróis. Os outros estavam longe - Tim estava em Nova York e Richard estava em algum lugar no interior - então eu fui e toquei cinco canções sozinho. Toquei duas no violão e algumas no piano. Era muito estranho: todo mundo estava tipo dançando como se fosse num baile no This Is The Last Time! Mas foi muito divertido.
Andrew Flintoff é um amigo seu?
Não exatamente um amigo, embora suponho que seja mais amigo agora do que era antes! Eu conheço algumas pessoas no mundo do críquete, e ouvi dizer que eles queriam ter alguém pra tocar algumas canções. Ele é amigo do Johnny Borrell, então ele já tinha chamado o Razorlight para tocar também.
Era uma platéia grande?
Sim, umas 800 pessoas, eu diria. Foi legal. E eu tive uma conversa legal com alguns dos jogadores da Inglaterra.
Já jogou críquete com alguns deles?
O engraçado é que já joguei. Costumava jogar quando era criança. Até o sub-15 eu joguei no Sussex, então costumava jogar contra pessoas como Flintoff e Graeme Swann, que agora foram pra coisas melhores que eu mesmo.
Bom, você não foi tão ruim.
Haha! Sim, acho que correu bem pra mim também!
Você era batedor ou bowler?
Um pouco dos dois. Acho que nessa idade todas as crianças são. Eu era bom em algumas coisas e não muito bom em outras. Acho que quando eu tinha 16 ou 16 anos isso ficou aparente e foi o fim da minha carreira no críquete.
Você ainda joga?
Na verdade outro dia estava no jardim da minha casa com a Nat. Estávamos jogando um para o outro, mas a única bola que pude achar era uma bola de críquete de verdade. São muito duras e pesadas, então ela tem um machucado no tornozelo e eu tenho um enorme no pé!
Parece que você teve uma boa pausa.
Sim, foi ótimo. Embora eu ache difícil me ajustar à normalidade quando volto de turnê. Sempre tenho problemas em dormir e geralmente em voltar para o ritmo das coisas sem me sentir receoso, como se eu não soubesse o que devo fazer! Tivemos muitos voos e muitas mudanças de horários, então sentar em casa por alguns dias pareceu estranho. Foi a primeira vez por algum tempo que tinha feito isso.
Você se acha fazendo entradas dramáticas nos quartos às 21h?
Exatamente! Com meu roupão, cantando pra uma escova de cabelo. Mas depois da primeira semana, me senti mais relaxado.
E agora vocês estão saindo para vários shows pelo mundo.
Sim, estamos muito ansiosos por isso. Será ótimo voltar ao Japão e é nossa primeira vez na Coréia do Sul, Honk Kong e Cingapura. Sempre deixa um show mais empolgante quando você tem um toque do desconhecido, porque você não sabe como as pessoas vão reajir. Estou muito ansioso por isso.
Foi uma situação similar nos shows de Dubai e Beirut - e parece que foram ótimos.
Sim, absolutamente. O de Beirut foi particularmente memorável, por causa do cenário e porque havia uma platéia jovem e vibrante. Foi emocionante, especialmente cantando canções como Perfect Symmetry no contexto de um lugar que teve seus altos e baixos, com muitas pessoas juntas, todas harmoniosas e felizes. Acho que todos nós nos ficamos tocados por aquele momento em particular. Definitivamente foi um dos shows mais memoráveis que tivemos nesse um ano e meio.
Devia ter sido um contraste no Ibiza Rocks alguns dias depois.
Sim, você não podia ter um cenário mais diferente. Mas foi um show extraordinário também. Não sei porque, mas sempre me faz rir só de pensar nisso. Tinha esse hotel louco com a gente no meio dele, Estavam dizendo que não era muito comum para os habitantes da ilha ver um show do Ibiza Rocks, e nossa popularidade na Espanha era tamanha que muitos dos nativos foram assistir. Eram eles e e muitos jovens britânicos de férias, que fizeram uma atmosfera incrível e incrivelmente suada. Eu esperei que estivéssemos lá para aquecer as pessoas para o que seria uma das maiores noites das vidas deles. Eu não saí em Ibiza naquela noite, porque tinha que voar para casa, mas posso imaginar que você se prepara para uma noite em Ibiza por um tempo. Acho que todo mundo estava muito empolgado e estávamos naquela onda.
Não perca a segunda parte amanhã.
Fonte: www.keanemusic.com
0 .comentários.
por Aline